
A hipertensão afeta mais da metade dos idosos brasileiros, se configurando como o problema mais comum dessa população, segundo dados divulgados neste mês pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com o estudo Síntese de Indicadores Sociais, 53,3% das pessoas com mais de 60 anos têm pressão alta, e essa taxa sobe para 57% para a população com mais de 75 anos.
Quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9, a pessoa é considerada hipertensa (o considerado normal é 12 por 8). E, se não for controlada corretamente, essa doença crônica pode causar problemas graves, como infarto, derrames, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, paralisação dos rins e alterações na visão que podem levar à cegueira.
Os dados do IBGE indicam que a hipertensão é mais comum entre as mulheres - 58,7% das brasileiras relataram ter pressão alta, enquanto o índice geral da população é de 46,3% -, e ocorre mais na região Centro-Oeste do Brasil, com 60,7% da população apresentando o problema, seguido pelo Sul (58%), Sudeste (57,8%), Norte (55,9%) e Nordeste (54,8%).
Envelhecer sem doença crônica é exceção
De acordo com o IBGE, "envelhecer sem doença crônica é uma exceção". A pesquisa indicou que apenas 22,6% dos idosos brasileiros declaram não ter qualquer doença, índice muito menor do que os que declaram ter ao menos dois problemas crônicos (48%). Além da hipertensão, outros problemas comuns entre aqueles com mais de 60 anos são doenças ou dores na coluna ou nas costas - 35,1% deles relataram essa condição -, artrite ou reumatismo (24,2%), doenças do coração (17,3%) e diabetes (16,1%).
Apesar dessa alta proporção de idosos com doenças crônicas, grande parte deles afirmou estar satisfeita com a própria saúde: 45,5% declararam seu estado como muito bom ou bom, e apenas 12,6% classificaram a situação como ruim ou muito ruim. O IBGE destaca que pessoas de mais de 75 anos, de cor preta ou parda e os que vivem com renda familiar de até meio salário mínimo são os que, frequentemente, relatam ter saúde ruim ou muito ruim e têm maior taxa de “incapacidade funcional” (inabilidade de caminhar 100 m).
Uol