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Postado em: 22/02/2012 às 08h36
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Mulher feirense entra na fila da gravidez sob reprodução assistida em SP

Mulheres de todo o Brasil, com idade acima dos 40 anos, estão buscando a gravidez. É uma “grande mudança de comportamento, acompanhada por avanços importantes na medicina. As mulheres postergam cada vez mais a maternidade”, diz o especialista Arnaldo Schizzi Cambiaghi, do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO). Graças a melhorias em procedimentos como o congelamento de óvulos, a chance de uma gravidez após os 40 anos aumentou em 20%. A idade considerada máxima para uma gravidez assistida passou de 40 anos para 55 da década de 90 para cá — embora os casos de sucesso nessa faixa- limite sejam raríssimos.

O cenário contribuiu para engordar a quantidade de clientes nas salas de espera de consultórios especializados. Desde 2007, a procura por tratamentos de reprodução assistida cresceu 30% por aqui. Desse total, mais da metade das mulheres está próxima dos 40 anos. A grande demanda por tratamentos fez da capital paulista a maior referência brasileira no assunto, reunindo as principais clínicas de medicina reprodutiva da América Latina, tais como a Huntington, a Fertility, centros ligados à USP e à Unifesp e consultórios de hospitais como Sírio-Libanês e Albert Einstein.
 
Mulheres de outros estados e mesmo de outros países são atraídas a São Paulo em busca de soluções. “Enquanto há óvulos, existe esperança”, brinca a engenheira Maria do Socorro Sena, de 46 anos.
 
Moradora de Feira de Santana (BA), ela vem para cá com frequência para ser atendida no IPGO, no bairro do Paraíso. Maria do Socorro já é mãe de Tiago, hoje com 16 anos. Em 2008, casou-se novamente e agora quer dar um herdeiro ao marido, dez anos mais jovem e sem filhos. “Ele é muito grato por eu tentar realizar esse seu sonho”, diz.
 
A grande oferta de possibilidades a ser experimentadas não faz com que a gravidez depois dos 40 anos seja uma conquista fácil. As mulheres nascem com um número determinado de óvulos, que envelhecem junto com elas e podem sofrer pequenas mutações ao longo dos anos, comprometendo sua qualidade. Assim, quanto mais velha a pretendente, mais velhos são seus óvulos — e maior o risco de complicações. Além disso, cerca de dez anos antes de entrar na menopausa, a mulher ingressa num período em que os ciclos menstruais se tornam cada vez mais irregulares, até cessar de vez.
 
“Nenhum parâmetro médico ou laboratorial é mais determinante para o sucesso de uma gestação do que a idade da mãe”, resume o médico Edson Borges Júnior, da clínica de reprodução assistida Fertility, nos Jardins. Por isso, os especialistas consideram que o período-limite para engravidar seja o estipulado pela natureza, por volta dos 35 anos. “Ainda assim, há uma ilusão de que a boa forma exterior de uma mulher é absorvida por seu ovário”, completa Borges Júnior.
 
Mesmo os métodos de reprodução assistida têm limitações. Das que buscam tratamento nessa faixa etária, cerca de 20% engravidarão e, dessa parcela, 65% concluirão a gravidez, ou seja, não sofrerão aborto ou outro problema que inviabilize a gestação. “A probabilidade de uma mulher com mais de 39 anos ter um bebê é de cerca de 13%”, aponta o médico Julio Elito Junior, da Unifesp.

Portal CIdade Gospel, com informações da revista Veja.



 
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