Destaques

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 17/07/2014

20 respostas sobre alergias respiratórias

CAM01699 Imagine a seguinte situação: você está em casa com a família em um dia qualquer, quando seu filho começa a espirrar sem parar. Ao mesmo tempo, ele reclama de coceira no nariz e na garganta. Você se aproxima para observá-lo e percebe que está também com coriza. Logo pensa, então, na hipótese mais óbvia: deve ser um resfriado. Com o passar do tempo, porém, esses sintomas aparecem com mais e mais frequência. É assim que muitos pais descobrem.

 

Abaixo, 20 perguntas e respostas para você tirar todas as dúvidas sobre o assunto:

 

Quais as diferenças entre rinite e asma?

 

A rinite atinge as vias aéreas superiores, enquanto a asma (popularmente chamada de bronquite) atinge as vias aéreas inferiores. Os sintomas da rinite são coriza, coceira, obstrução nasal e espirros frequentes. Aperto no peito, falta de ar, chiado e tosse são sinais de asma. Nenhuma delas tem cura.

 

Surgem de uma hora para outra?

 

Não. Para que a criança manifeste uma reação, ela já deve ter entrado em contato com o agente ao menos uma vez. Mas não dá para prever quando seu filho vai desenvolver alergia: há crianças que têm crises fortíssimas na segunda vez que entram em contato com a substância a qual são sensíveis, outras demoram mais tempo.

 

É hereditário?

 

Toda criança tem 20% de chance de se tornar alérgica. Se um dos pais tiver o problema, essa taxa sobe para 40%, e, se ambos forem, o risco é de até 80%. Mas a genética não está sozinha; fatores que envolvem ambiente e comportamento, como poluição, estresse, desmame precoce e exposição a infecções respiratórias também podem influenciar.

 

Como saber se é alergia respiratória, resfriado ou gripe?
Diferentemente da gripe e do resfriado, a alergia respiratória não dá febre, não congestiona a região dos olhos nem deixa seu filho sem apetite.

 

Pode piorar?

 

As crises tendem a seguir um padrão: as leves provavelmente serão sempre leves; e as fortes, sempre fortes.

Exame clínico é suficiente para diagnosticar o problema?

 

Não. Em qualquer idade é preciso fazer exames laboratoriais. O histórico familiar também faz parte do diagnóstico.

Meu filho corre risco de sofrer um choque anafilático?

Infelizmente, qualquer alérgico pode ter e não é possível dizer quem possui mais chance ou não – isso só vale para quem já teve. Desmaios, rouquidão e falta de ar são sinais fortes de alerta do choque. Se isso ocorrer, ligue para a emergência, no 192, o mais rápido possível.

 

Existe alergia sazonal?
As respiratórias surgem mais no inverno, porque as crianças tendem a ficar em espaços fechados, há maior incidência de infecções (que aumentam o risco de crises) e contato com cobertores com ácaros. O inverno do Sul e Sudeste tende a ser seco, aumentando os índices de poluição. Essas partículas favorecem inflamações no sistema respiratório.

 

Rinite pode virar asma?

 

Sim. Isso ocorre porque a rinite faz com que a criança respire frequentemente pela boca, e o contato direto com o ar não filtrado e não aquecido pelo nariz favorece uma inflamação no sistema respiratório.

 

Tudo bem usar produtos de higiene de adulto em criança?

 

De jeito nenhum. Crianças expostas precocemente a produtos químicos que não foram desenvolvidos especialmente para elas têm mais chances de desenvolver alergia por entrar em contato com essas substâncias. Prefira os neutros, sem cheiro e específicos para crianças – a informação vem no rótulo da embalagem e todos são certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cheiros muito fortes podem irritar quem tem alergia respiratória e levar a uma crise.

 

Vitaminas protegem contra a alergia?

 

Pesquisas recentes mostraram efeito protetor das vitaminas D e E, mas nada foi provado. A melhor dica é manter a alimentação do seu filho diversificada, pois alguns estudos mostram que, entre duas pessoas que têm genética para alergia, aquelas que se alimentam bem têm menos chance de desenvolver a doença.

 

Existe vacina contra alergia?

 

Sim, mas para quem já tem alergia. Chamada de imunoterapia, é indicada para crianças que têm anticorpos para os sintomas da alergia, e isso é descoberto por um exame de sangue. Pequenas quantidades do extrato da substância que causa a reação são aplicadas na criança para que o organismo aprenda a tolerá-lo, desenvolvendo um anticorpo que atua contra a doença. O tratamento é feito semanalmente e dura de dois a cinco anos, mas não há garantia de que vá resolver.

 

Remédio é a única forma de tratar?

 

Não. O primeiro passo é impedir o contato da criança com o que causa a alergia. Medicamentos são indicados em momentos de crise e são usados continuamente em casos de alergia persistente, com indicação médica.

 

Como tornar a minha casa segura para uma criança alérgica?

 

Evite carpetes, mantenha o chão limpo – utilize pano úmido para não levantar pó –, use produtos de limpeza sem aroma, troque cortinas por persianas, guarde sempre os cobertores para que não acumulem pó em cima da cama e não use amaciantes nas roupas.

 

Se meu filho é alérgico, passeios com a escola nem pensar?

 

A criança alérgica deve ter a vida mais próxima do normal possível, e isso inclui as viagens. Se seu filho faz tratamento adequado, é só seguir a orientação do médico: carregar a medicação de crise e uma caderneta com todas as observações, verificar se é possível ter atendimento médico no local (ou bem próximo) do passeio e, claro, manter professores e acompanhantes informados do problema. Recomenda-se que as crianças usem uma etiqueta (você pode comprar pronta ou fazer em casa) com os dizeres “sou alérgico a …”. Tente também descobrir sobre a limpeza dos quartos (não, perguntar não é neura), para saber se não há focos de mofo.

 

Devo tomar alguma precaução quando ele for dormir na casa de um amigo? Não transforme o evento rotineiro em um grande drama. Claro que você vai ficar preocupada, mas é benéfico que seu filho tenha contato com os amigos fora de casa. Se o amigo for novo, ligue para os pais da criança e explique a situação.

 

Não pode (mesmo) ter bicho de pelúcia no quarto?

 

Pode. Se seu filho não tem alergia, mantenha poucos brinquedos de pelúcia no quarto e escolha aqueles mais fáceis de lavar e secar, como os feitos de material sintético, e lave-os semanalmente. Quando não limpos frequentemente, podem virar dormitório permanente de ácaros, micro-organismos que podem desencadear uma crise. Se seu filho tem alergia, mas não vive sem o brinquedo, pode valer a pena mantê-lo, desde que seja lavado com a mesma periodicidade e o contato ocorra por períodos breves.
É ruim ter animal de estimação?

 

Ao contrário: há estudos que mostram que esse contato aumenta a tolerância de crianças sensíveis ao pelo do animal, reduzindo os sintomas da alergia. Se o seu filho se tornar alérgico, é preciso afastá-lo. Você não precisa mandar o bicho embora, mas o ideal é que ele não divida o mesmo ambiente com a criança em 100% do tempo. Já se a criança for alérgica, você pode ver se ela se adapta com o bicho. Se não der certo, seu filho pode fazer um tratamento de dessensibilização no consultório médico.

 

Como eu me organizo com a escola?
Se seu filho tem alergia respiratória, observe, na hora de escolher uma, se as cortinas são de tecido, que acumulam muito pó, e prefira quadro branco a lousas. Uma vez matriculado, e isso vale para qualquer alergia, mande para a escola todas as orientações, preferencialmente por escrito. Em casos de apresentações de teatro, providencie a fantasia do seu filho para que ele não tenha de usar roupas que ficam guardadas o ano todo.

 

Tudo bem fazer natação?

 

Sim, mas se seu filho for alérgico, o cloro da piscina pode levar a uma irritação no sistema respiratório e na pele, e causar crises em quem é sensível. Se for o caso, interrompa a aula até o tratamento estabilizar a doença. Quando ele estiver melhor, matricule-o em uma escola com piscinas tratadas com ozônio, que causa menos irritação. Se a criança estiver bem, vai conseguir brincar e nadar em uma com cloro. Nesses casos, prefira as abertas porque aí as partículas do cloro dissipam no ar.

 

 

Redação BK2 com informações da Crescer