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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 15/04/2016

29% dos brasileiros não sabem quanto cônjuge ganha

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Uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que três em cada dez brasileiros (29,2%) não sabe ao certo o valor do salário do companheiro(a). O estudo também mostra que o hábito de discutir o orçamento familiar com o cônjuge e com outros membros da família é pouco freqüente: apenas 38,9% das famílias brasileiras conversam abertamente sobre os gastos e as receitas da casa todos os meses e 18,1% apenas o fazem quando a situação financeira está ruim.

 

Quando consideradas as decisões sobre o orçamento familiar, 52,9% dos entrevistados afirmam que são tomadas de forma compartilhada, entre toda a família e 25,3% dizem que não há discussão sobre o assunto. Com relação às contas, 32,6% afirmam que são divididas igualmente entre os moradores que possuem renda e em 28,4% dos casos apenas um morador arca com todas as despesas. Em 72,8% das famílias os moradores da casa concordam com todas as decisões sobre o destino do dinheiro. Quando sobra algum valor dos gastos familiares, o mais usual é que seja usado no próximo mês (34,2%), e em 22,8% das famílias não há sobra de dinheiro.

 

De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, ainda que a decisão seja de responsabilidade de um único integrante, o diálogo é um meio de estimular práticas de consumo mais responsáveis entre todos os moradores. “O assunto precisa ser encarado como algo necessário, já que todos são afetados pelo modo como o dinheiro da família é administrado dentro de casa”, afirma.

 

A pesquisa mostra ainda que em 43,9% das famílias há ao menos um morador que prejudica o equilíbrio financeiro do domicílio e em 56,1% dos lares ninguém gasta mais que o combinado. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, basta uma única pessoa agindo de forma irresponsável para comprometer as finanças de toda a família. “Compras não planejadas, compromissos de longo prazo assumidos sem o devido respaldo financeiro ou gastos além da conta corrigidos pelos juros do cartão de crédito ou do cheque especial podem, rapidamente, deixar as contas no vermelho”, alerta a economista.

 

FOLHA DO ESTADO