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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 07/11/2016

30 policiais invadem igreja na China: “parem de adorar a Cristo”

cristaos-chineses (1)Autoridades chinesas cercaram uma igreja doméstica em Pequim, invadindo posteriormente o local e ordenando que os membros da congregação parassem com a adoração a Jesus Cristo. Se desobedecessem, enfrentariam consequências legais, incluindo a prisão.

 

De acordo com a missão China Aid, que defende a liberdade religiosa e a garantia dos direitos humanos na China, o cristão Xu Yonghai reunia em sua casa um grupo de pessoas, numa igreja subterrânea – não reconhecida pelo governo. Eles estavam no meio de um culto quando algum vizinho os denunciou para a polícia, que imediatamente deslocou cerca de 30 oficiais para lá.

 

Nos últimos dois anos, centenas de cristãos, pastores e defensores dos direitos humanos foram presos pelo Partido Comunista por protestarem contra a repressão nacional contra as igrejas. Nunca na história tantas igrejas foram fechadas e demolidas.

 

Citando violações do código de construção, funcionários do governo vem removendo à força as cruzes do alto das igrejas registradas. No entanto, a China Aid vem divulgando que se trata de uma campanha premeditada que visa travar o crescimento do cristianismo no país.

 

Recentemente, um documento oficial vazou para a imprensa. Ele descreve o plano organizado do governo chinês para controlar e fechar todas as igrejas na chamada “Zona de Desenvolvimento”. O roteiro inclui registrar apenas as igrejas oficiais, que se submetem a intervenção do governo. Depois, colocam todas as outras sob “supervisão temporária” e, por fim, proíbem os encontros dos grupos que se recusam a cooperar.

 

Zhang Mingxuan, pastor e presidente da Aliança de Igrejas nos Lares da China, disse à China Aid que essas restrições são sintomáticas e crescentes. Estima-se que, na última década, a perseguição aumentou em 700%.

 

No mês passado, o governo implementou a Revisão de Regulamentos sobre Assuntos Religiosos. Isso inclui proibições de que cidadãos participem de qualquer reunião religiosa organizada em solo chinês, incluindo conferências e atividades no estrangeiro. Também restringe a pregação pela internet.

 

A justificativa para as novas regras é um “combate ao terrorismo e a influência de potências estrangeiras”. No entanto, não há notícias de que o governo venha agindo contra islâmicos, preferindo coibir apenas o culto cristão.

 

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