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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 23/01/2018

A cada quatro horas o SAMU atende a vítima de acidente com moto, em Feira

Todo santo dia, o SAMU de Feira de Santana desloca as suas ambulâncias para socorrer a vítimas de no mínimo cinco acidentes envolvendo motociclistas na cidade. A média diária, de acordo com as estatísticas do órgão, é de 5.7 acidentes – ou seja, quase seis casos. Em 2017, o serviço contabilizou 2.082 ocorrências dessa natureza. Em números ainda mais detalhados, isto representa um atendimento a cada a cada quatro horas e alguns minutos.

 

Pelo menos neste início de ano, a média dos atendimentos do SAMU a vítimas de acidentes envolvendo motocicletas demonstra uma discreta redução. Os dados apontam que, até o dia 21 de janeiro, foram 91 atendimentos do tipo, média de 4.3 casos diários.

 

Outra informação que revela o elevado risco com o tráfego de motocicletas em Feira de Santana é que os acidentes com este veículo representam a maior parte das ocorrências traumáticas realizadas pelo SAMU.

 

A maioria dos acidentes ocorre, sobretudo, em horários considerados de pico no tráfego de veículos da cidade: às 7h, ao meio-dia e às 18h, indica a análise do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

 

A coordenadora do SAMU, Maiza Macedo, atribui o elevado índice a imprudência dos condutores de duas rodas. “Não temos um estudo específico, mas o que ouvimos dos especialistas é que, entre as principais causas desses acidentes, estão as ultrapassagens indevidas e o uso de bebidas alcoólicas”.

 

De acordo com o médico do SAMU, Melquisedec Castro, as vítimas de acidentes com moto sofrem, principalmente, fraturas nos membros superiores e inferiores, traumas na cabeça e na cervical. “Em acidentes com moto não se deve mexer na vítima até a chegada do serviço móvel de saúde, preservando a coluna cervical. Uma manipulação indevida pode agravar o quadro”. Ele observa, com sua experiência na prestação de socorro a esse tipo de ocorrência, a importância do uso do capacete para reduzir o risco de lesões cranianas.

 
Secom