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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 03/05/2017

“A luta pelos direitos iguais virou uma bagunça”, diz Sarah Sheeva sobre feminismo

A pastora Sarah Sheeva foi recebida na madrugada desta terça-feira (2) no programa “The Noite” para falar sobre o resgate de valores que foram perdidos na cultura atual, em temas que geralmente são abordados por ela no Culto das Princesas e seus livros.

 

Diante de sua postura conservadora em relação à posição da mulher, o comediante Danilo Gentili questionou se Sarah costuma ser muito atacada pelas feministas. No entanto, ela revelou que muitas vão ao Culto das Princesas para pedir perdão.

“Elas me procuram dizendo: me perdoa, eu te julguei, mas eu entendi a sua mensagem. Na verdade você não está lutando nem por feminismo, nem por machismo, e sim por um resgate dos valores de cada um dentro da família”, disse ela ao apresentador.

 

Sheeva reconhece que a luta pelos direitos femininos por melhores condições de vida, trabalho e direito de voto foi fundamental, mas hoje essa batalha está distorcida. “O que nós estamos ganhando com isso hoje? O homem não abre mais a porta para a mulher, não dá mais passagem para a mulher”.

 

Ela ilustrou a incoerência da luta por direitos iguais com a gravidez, algo que apenas a mulher pode vivenciar. “O homem não pode engravidar no nosso lugar. Eu não quero direitos iguais, eu quero meu direito de ser tratada como a parte mais frágil, de trabalhar menos porque eu envelheço mais rápido”, ela afirmou.

 

“Nós não somos iguais — perante Deus sim, mas não em função. Em funções nós somos diferentes”, ela acrescentou. “A estrutura emocional da mulher é diferente do homem. A mulher tem necessidades que o homem não tem”.

 

Distorção da luta

 

A pastora acredita que a luta pelos direitos das mulheres valeu muito a pena, mas hoje a realidade já não é mais a mesma. “Nós conquistamos muitas coisas e estamos banalizando nossas próprias conquistas. Hoje essa luta pelos direitos iguais virou uma bagunça. ‘Eu quero o direito de sair nua’. Nada justifica o estupro, homem nenhum tem o direito de tocar numa mulher, mas qual é a situação de uma mulher que sai assim?”.

 

Gentili sugeriu que a luta pelos direitos femininos é como um buffet de self service, onde as mulheres escolhem o que querem defender. Sarah concordou.

 

“Mulheres que querem direitos iguais têm uma intenção boa, mas o resultado não está sendo legal. Nós precisamos restaurar o valor da mulher ser a parte mais frágil, do homem ser o conselheiro. É tão gostoso você ver um relacionamento em que a mulher admira o homem e o homem protege a mulher”.

 

A pastora aproveitou para abordar o tema da submissão na vida à dois. “A Bíblia é muito clara quando diz que devemos nos sujeitar uns aos outros. Quando você tem um lar com amor, o homem não tem essa coisa de querer impor sobre a mulher. Ele tem uma relação bem resolvida com a mulher, e ela com ele. Eles são melhores amigos. Você não vai casar bem se não casar com seu melhor amigo ou amiga”.

 

GUIAME