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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 28/11/2017

Alunos cristãos levam cartas de esperança a presidiários que não recebem visitas

A data natalina está se aproximando. Um tempo de harmonia, paz, união. Mas, para alguns presidiários pode ser um tempo de solidão e até mesmo depressão. Muitos deles não recebem visitas de seus familiares há meses e até mesmo há anos. Pensando nisso, alunos cristãos se uniram para levar uma palavra de esperança por meio de cartinhas.

 

Nessa época do ano, a tristeza acaba chegando com força ao coração dos detentos. A ausência dos familiares alcança aqueles que vieram transferidos de cidades distantes de suas casas. Além disso, há aqueles que são rejeitados pelos parentes. Mas, alguns deles podem ter um sentimento diferente neste fim de ano. Pelo menos na Unidade Prisional Avançada de Indaial (UPA), em Santa Catarina.

 

Na manhã da última terça-feira (21), em uma ação conjunta com o presídio, alunos do primeiro e segundo anos do Colégio Adventista de Indaial, no Vale do Itajaí, escreveram e entregaram pessoalmente cartas com mensagens de esperança e superação aos presos. Foram cerca de 55 selecionados, pertencentes ao regime semiaberto. Foram escolhidos também 15 do regime fechado.

 

Selecionados

 

Tais selecionados foram escolhidos a dedo pela direção do presídio, justamente pelo fato de não receberem visitas dos familiares há meses, e até anos. Um dos detentos que recebeu a carta com mensagens de esperança foi Israel Modesto. Ele foi transferido de Chapecó, no Oeste do Estado, e não recebe visita da família há mais de um ano.

 

Ele conta que se alegrou com a atitude. “Fiquei muito feliz mesmo, contente por isso, porque vem alguém lá de fora, que nem da família da gente é, para fazer uma coisa dessa. Mesmo estando preso, a gente foi considerado como ser humano por esses alunos. Eu até derramei umas lágrimas”, disse emocionado.

 

Ação gratificante

 

Rodrigo Pinho é o chefe da guarda da Unidade Prisional de Indaial. Ele observa que a ação dos estudantes é gratificante por ser uma demonstração de afetividade que vai auxiliar no processo de ressocialização dos detentos, já que após cumprir as penas eles voltarão para uma vida em liberdade.

 

Já Marlon Oliveira, diretor do Colégio Adventista, diz que a ação de bondade também trouxe benefícios aos estudantes.“Os adolescentes viram o quanto é importante tirar um tempinho de nossa vida para fazer o bem. No término da visita, os alunos voltaram super animados para o colégio e motivados para levar esse espírito de solidariedade adiante. Eles sentiram na prática como é estudar em uma instituição com valores cristãos. Com certeza, foi uma bênção para nós da escola e também para a comunidade”, finalizou.

 
GUIAME