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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 02/03/2017

Análise do Corinthians: vaga na sorte após um jogo de pouca criatividade

A sorte esteve ao lado do Corinthians em Brusque. Afinal, que outra palavra senão azar pode explicar a bola chutada por João Carlos no travessão na quinta cobrança do time catarinense, quando a disputa nos pênaltis estava 4 a 3 para o time da casa? Depois, Carlos Alberto ainda chutou para fora nas alternadas e Romero, com confiança, fez 5 a 4 para o Timão e garantiu a classificação alvinegra para pegar o Luverdense na próxima fase (veja as cobranças acima).

 

Antes da sorte, porém, foram 90 minutos de pouca criatividade no empate sem gols. Para o técnico Fábio Carille, foi a pior atuação do ano. Inferior até ao rendimento apresentado na derrota por 2 a 0 para o Santo André, pelo Paulistão, no único tropeço alvinegro em 2017.

 

Acuado, o time ficou sem a bola (teve só 45% de posse de bola) e só chegou ao ataque em chutes de fora da área, com Maycon, Fellipe Bastos (de falta) e Jadson (na etapa final). Mesmo com o Brusque errando lances de saída de bola, o Timão não conseguia aproveitar, como fez na vitória contra o Audax, recentemente, em Osasco. Rodriguinho, lesionado, tem feito falta.

 
O 4-1-4-1 tradicional virou 4-2-3-1 quando Jadson entrou, aos 12 minutos do segundo tempo, substituindo um Fellipe Bastos que ainda deve em rendimento. Gabriel e Maycon se alinharam e o meia teve total liberdade em sua reestreia. Mesmo sem ritmo de jogo, mostrou talento.

 

Em um jogo de “mata” de 90 minutos contra uma equipe menor, em que uma eliminação causaria crise enorme, o importante foi a vitória. A classificação, tida como obrigação, foi conquistada. Sábado, contra o Santos, na Arena, pelo Paulistão, Carille terá outro jogo em que resultado vale mais do que desempenho. Mas diante do rival só sorte pode não ser suficiente.

 
Globo Esporte