Esportes

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 27/01/2017

Aos 68, treinadora de basquete evangeliza no esporte: “Foi para isso que Deus me chamou”

02A professora aposentada de Educação Física de 68 anos, Wagner Oliveira, se dedica há quase 20 anos como treinadora em uma escolinha de iniciação esportiva para meninos carentes. E é por meio desse trabalho que ela apresenta a Bíblia para a criançada. “Eu fico inventando, mais do que Santos Dumont, maneiras de falar de Deus para as pessoas numa linguagem que elas entendam”, disse a atleta em entrevista para o Notícias Adventistas.

 

Moradora de Goiânia, em Goiás, a evangelista usa o esporte para atrair atenção dos alunos e diz que toda aula só começa depois de um culto a Deus. O projeto social tem parceria com a Secretaria do Esporte de Goiânia. “É tudo na linguagem deles. A gente tem uma meditação que sempre conta a história de vida de algum atleta, e depois vem a aplicação espiritual. Às vezes os pais que vêm trazer os filhos também participam do culto. É bem legal”, afirma.

 

Wagner é mais conhecida por “da roça” pelos seus alunos. Ela usa do bom humor e do relacionamento para trabalhar com as crianças. E se não bastasse a semana, ela aproveita o fim de semana para realizar um trabalho parecido. A evangelista atravessa a cidade e vai até a igreja adventista do Porto Seguro para jogar basquete com as crianças daquela região. “A meninada não está tão interessada em igreja. Por isso, Wagner organiza partidas de basquete, mas antes sempre há um momento de estudo da Bíblia.

 

Carreira da atleta

 

Wagner tem uma passagem incrível pelo basquete. Ela já jogou pela Seleção Brasileira na categoria Master em campeonatos no Peru, Chile, Croácia, República Checa, Polônia, Grécia e outros países. No Brasil, ela coleciona uma série de torneios estaduais e regionais, representando diversas equipes. Sua missão de propagar o Evangelho também lhe acompanha como jogadora.

 

Ela diz que ama passar um tempo numa equipe, fazer um trabalho de evangelismo ali, e então ir para outro time. “Jogo porque amo, mas sem perder o foco missionário, porque foi para isso que Deus me chamou”, ressalta.

 

Mas, para se trabalhar com os jogadores das seleções é necessário usar de estratégias mais elaboradas. “Eles são um pessoal mais difícil de alcançar. Não dá pra só chegar e falar de Deus. A gente tem que fazer amizade, ganhar a confiança deles”, conta. “Se você for a uma quadra de basquete em época de campeonato e perguntar sobre ‘da roça’, todo mundo vai dar notícias de mim. São muitos amigos, e praticamente todos já receberam algum DVD missionário ou um curso bíblico. Eu não viajo sem material”, pontuou.

 
GUIAME