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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 17/06/2017

Arroz: vilão nas dietas sem glúten?

O arroz sempre foi protagonista na cozinha brasileira e ganhou espaço nos pratos de quem segue uma dieta “sem glúten”, já que o item é livre da substância. No entanto, esse tipo de dieta trazer benefícios, é preciso se atentar para boas escolhas e não focar no consumo de um único alimento.

 

“Uma dieta glúten free bem sucedida e nutricionalmente balanceada estimula a substituição de bolos, pães e biscoitos ricos em glúten e fonte de carboidratos simples por frutas e verduras”, esclarece a coordenadora do núcleo de pós-graduação em nutrição do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), Joyce Moraes. “Não adianta substituir o biscoito de trigo por biscoito de arroz, por exemplo, pois ambos são pobres em nutrientes”.

 

Outro ponto a ser levado em conta é o acúmulo de metais tóxicos na dieta. Segundo uma pesquisa da Universidade de Illinois (EUA), os níveis de arsênio são quase duas vezes mais altos em pessoas que não consomem glúten; e as taxas de mercúrio são até 70% maiores.

 

“O que fazer? Não coma só arroz! Varie as fontes de carboidratos com inhame, macaxeira e cará. A variação da dieta garante uma melhor qualidade nutricional”, explica a professora de nutrição.

 

Para se ter o máximo aproveito do consumo do arroz, o melhor é optar pela versão integral, pois é mais rica em fibras e nutrientes. Se o alimento for refogado, é preciso evitar o excesso de gordura. Uma outra dica para potencializar suas propriedades é consumir o arroz “dormido”.

 

“Quando você deixa o arroz na geladeira, já cozido, e esquentar no dia seguinte no fogão, aumenta a quantidade de uma substância denominada amido resistente, a qual otimiza a nossa microbiota intestinal ‘do bem’. Essa microbiota atua na melhoria da imunidade, no controle hormonal e na maior absorção de vitaminas e minerais, por exemplo”, conta Joyce.

 

Dieta glúten free: devo seguir?

 

Existe uma polêmica sobre as vantagens da dieta sem glúten para uma pessoa não portadora da doença celíaca. De acordo com Joyce, estudos comprovam que o excesso de glúten pode causar malefícios, como uma modificação das bactérias boas que vivem no intestino, além de estimular a inflamação endógena.

 

“Acho muito válido alternar os carboidratos fonte de glúten com outros que não contenham essa fração. Isso porque uma dieta variada promove uma melhor adequação nutricional”, avalia.

 

“Contudo, muito me preocupa pelo que esse produto fonte de glúten será substituído, pois existem alimentos sem ele que acabam elevando a insulina. Isso, por sua vez, aumenta as chances de ganho de peso, distúrbios hormonais e diabetes. Assim, a questão chave é qual produto irá substituir esses alimentos”, finaliza.

 
GUIAME