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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 05/03/2015

Babilônia – Nova novela da Globo terá casal de lésbicas: “Conservadores vão ter de nos aturar”

53A nova novela da Globo, Babilônia, promete atrair as atenções com polêmicas e uma trama permeada de buscas por vingança.

 

O próprio título da novela remete à ideia da grande confusão que foi a cidade homônima relatada no Velho Testamento.

 

O primeiro motivo que poderá acender a ira de telespectadores evangélicos é a dupla de personagens que serão interpretadas por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, ambas com 85 anos.

 

Fernanda e Nathalia interpretarão um casal de lésbicas, e trocarão carícias em cena. “Teremos demonstrações de afeto, e os conservadores vão ter de nos aturar”, disse a atriz Fernanda Montenegro, segundo informações da jornalista Keila Jimenez.

 

A novela substitui Império, que tem tido bons índices de audiência e não entrou em rota de conflito com nenhum segmento religioso, apesar de mostrar uma das vilãs, Cora, como uma católica fervorosa.

 

Babilônia terá uma dupla de protagonistas, vividas por Adriana Esteves e Glória Pires, e toda a trama do folhetim vai envolver o desejo de vingança da personagem interpretada pela primeira contra a figura que será vivida pela segunda.

 

Atrito

 

Os evangélicos mantém um histórico de protestos contra as novelas globais, motivados pelo repúdio às cenas vulgares muitas vezes apresentadas, mas também em desacordo com a maneira que as representações da religião são feitas.

 

O caso que causou maior revolta foi da novela Avenida Brasil, escrita por João Emanuel Carneiro, quando a personagem “evangélica” Dolores (Paula Bulamarqui), tirou a roupa em cena para seduzir o ex-marido.

 

Na novela seguinte, Salve Jorge, o último capítulo mostrou uma das vilãs convertida na prisão, e terminou com piadas da autora, Glória Perez, sobre a forma como evangélicos reagem perante criminosos que se dizem nascidos de novo.

 

Para aliviar as críticas, a substituta Amor à Vida, escrita por Walcir Carrasco, apresentou personagens “evangélicos” sérios, sem caricaturas, e contou com uma participação especial do cantor Kleber Lucas em um “culto”.

 

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