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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 05/11/2014

Bancada Evangélica anuncia que terá mais força para se opor a temas polêmicos, como a agenda gay

bancada-evangélicaNa última quinta-feira os representantes da bancada evangélica no Congresso Nacional comentaram seu crescimento de 14% após as últimas eleições afirmando que agora terão mais força em sua luta contra temas que julgam polêmicos, como os relacionados a homossexualidade e drogas.

 

A atuação dos representantes de igrejas evangélicas na política nacional também foi comentada pelo pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que classificou a bancada evangélica como “um muro” contra as manobras de ativistas homossexuais.

 

– A minoria evangélica levantará um muro enorme contra esses projetos e estaremos muito atentos às manobras dos ativistas homossexuais – comentou o religioso.

 

Com o aumento de 70 deputados para 80, com o grupo que assumirá em 2015, a Frente Parlamentar Evangélica se define como “a maior bancada da história da igreja evangélica no Brasil”. O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) afirma que com o reforço dos recém-eleitos dessa confissão, o Brasil terá “o Congresso Nacional mais conservador desde 1964?.

 

– Essa força vai dificultar uma agenda parlamentar liberal em relação à criminalização da homofobia e a descriminalização do aborto, dois assuntos muito presentes nos debates do primeiro turno das eleições, mas que praticamente desapareceram no segundo turno afirmou o cientista político e especialista em assuntos de religião Cesar Romero Jacob, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), à Agência Efe.

 

Jacob afirma ainda que não veremos, necessariamente, uma virada à direita com relação a temas econômicos e de inclusão social, mas que haverá uma tendência mais conservadora em relação aos temas de natureza moral.

 

Apesar do crescimento da bancada religiosa, apenas 6% dos candidatos que usavam títulos religiosos se elegeram. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral, dos 418 candidatos com título religioso no nome de urna, apenas 25 foram eleitos no pleito deste ano. Entre os 272 que usaram o título de pastor, apenas 14 venceram a disputa nas urnas.

 

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