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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 24/05/2017

Bebê de 7 meses morre porque seus pais só lhe davam alimentos sem glúten

Lucas morreu aos 7 meses de idade, pesando apenas quatro quilos. O motivo de sua desnutrição não foi qualquer tipo de doença. A culpada, nesse caso, foi a ignorância dos pais, que decidiram submeter a criança a uma rigorosa dieta sem glúten, o que fez com que ele morresse pesando metade do que um bebê da mesma idade deveria pesar.

 

Os pais de Lucas têm uma loja de produtos naturais na cidade de Beveren (Bélgica). Defensores ferrenhos deste tipo de alimentação, eles diagnosticaram erroneamente o filho com intolerância à lactose e doença celíaca. Assim, os pais da criança eliminaram o glúten e produtos lácteos de sua dieta, oferecendo leite de quinoa no lugar.

 

Mas essas mudanças alimentares condenaram o filho do casal. Apesar dele chorar de fome frequentemente, os pais não o levavam ao médico. Por fim, o garoto não tinha mais forças e havia perdido toda a gordura corporal. O único momento no qual ele teve contato com o médico foi durante a autópsia. E o resultado da autópsia não deixava dúvidas: a criança havia morrido de fome.

 

O julgamento do casal já está em curso e uma sentença será dada em 14 de junho. No processo, a acusação alega que os pais envenenaram a criança ao oferecer uma alimentação incorreta e privá-la do necessário para que ela se desenvolvesse.

 

O julgamento também tornou público alguns detalhes escabrosos. Os pais, por exemplo, preferiram levar seu filho a um médico naturopata em vez de levá-lo emergencialmente para um hospital mais próximo.

 

Os pais pareciam muito tristes durante o julgamento, mas garantiram que não levaram Lucas ao médico porque acreditavam que não havia nada de errado. “Algumas vezes, ele ganhava peso. Em outras, ele perdia”, disse a mãe numa declaração para o jornal Metro.

 

O advogado negou que a dieta oferecida pelos pais era ruim, pois incluía produtos como aveia, arroz, trigo sarraceno, quinoa e semolina. Todos vendidos na loja da família, que opera legalmente no mercado.

 

Mas um médico especialista explicou ao tribunal que este tipo de dieta é completamente insuficiente para um bebê de sete meses de idade, que precisa de muitas proteínas, minerais e vitaminas para se desenvolver adequadamente.

 

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