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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 27/08/2014

Cancelado após confusão, concurso do TJ-BA tem nova data definida

17937-2 Cancelado após confusão por faltas de salas para aplicação das provas, o concurso para estágio no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que deveria ter ocorrido no dia 17 de agosto, foi remarcado para o dia 28 de setembro. A decisão foi divulgada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) nesta terça-feira (23).

 

Segundo o TJ-BA, as provas serão realizadas pela empresa Consultoria em Projetos Educacionais e Concursos (Consultec), que havia ficado em segundo lugar no processo licitatório movido para seleção. Inicialmente vencedora da disputa, a empresa Metrópole Soluções Empresariais teve o contrato cancelado após a confusão que cancelou o concurso.

 

De acordo com o TJ-BA, não haverá reabertura do prazo de inscrições e as provas devem atender aos 9.288 estudantes que já estavam inscritos na seleção. Ainda conforme o Tribunal, quem já estava inscrito no concurso deve confirmar participação no site da Consultec em período a ser divulgado.

 

O concurso oferece 1,1 mil vagas de nível superior para estudantes das engenharias civil e elétrica, comunicação, administração, arquitetura, tecnologia da informação, psicologia, enfermagem, direito e serviço social. Outras 200 vagas devem ser preenchidas por estudantes de nível médio regular.

 

As provas serão realizadas nas mesmas cidades previamente definidas: Salvador, Barreiras, Feira de Santana, Ilhéus, Juazeiro, Porto Seguro, Santo Antonio de Jesus e Vitória da Conquista.

 

Confusão

 

As provas do concurso para estágio no TJ-BA, em Salvador, que estavam previstas para começar às 14h do dia 17 de agosto, não foram realizadas por causa da falta de salas.

 

De acordo com Fabiana Dantas, estudante de direito, a empresa organizadora do concurso mudou o local da prova para a Escola de Engenharia Eletromecânica, em Nazaré, sem aviso prévio. Segundo ela, a instituição não possuia salas suficientes para que todos os alunos fizessem as provas e cerca de 200 candidatos foram prejudicados.

 

Anteriomente, conforme consta no site da organizadora do concurso, a prova seria realizada em dois locais, no Centro Universitário Estácio de Sá (FIB), que fica no bairro do Stiep, e no IFBA, no Barbalho.

 

Porém, segundo informou o estudante de direito Roger Stilman Silva, os candidatos do ensino médio, que fariam prova no IFBA, e alguns candidatos do nível superior foram realocados, sem aviso prévio, para a Escola de Engenharia Eletromecânica, o que teria gerado o conflito, pois não há salas suficientes para todos os candidatos.

 

“Cheguei às 12h30 e abriram os portões às 13h. Desde que cheguei que não existiam placas indicativas de salas. Todo o pessoal teve que entrar por conta própria em cada sala. Muitas pessoas perdidas nos corredores e sem saber onde cada sala estava. Depois percebemos que faltavam muitas salas. Salas as quais tinham no nosso comprovante de inscrição. Mais de 10 salas não existem na escola e foi isso que gerou toda a confusão”, relatou Roger Stilman Silva.

 

Já no Centro Universitário Estácio de Sá (FIB), as provas foram realizadas, mas alguns alunos se queixaram também da falta de organização do concurso.

 

“Viemos fazer a prova e está tudo muito desorganizado. Muitos candidatos nem sabiam em que sala iriam fazer a prova. Eu paguei e consta como se eu não tivesse pago. A dona da empresa organizadora levou a gente [uns 70, 80 alunos] para fazer a prova em outra sala e mandou tirar uma xerox da prova porque não tinha material suficiente. Isso é um absurdo. Esse concurso tem que ser cancelado. Tem um pessoal fazendo prova com xerox. Eu e mais dois alunos nos recusamos a fazer a prova”, relatou o estudante de direito Adriano Figueiredo.

 

O Tribunal de Justiça reconheceu que a empresa Metrópole Soluções Empresariais, contratada para organizar o concurso, não providenciou salas suficiente para todos os candidatos na Escola de Engenharia Eletro Eletrônica da Bahia, em Nazaré, e que por isso as provas não foram realizadas no local. Quanto aos fatos relatados na outra unidade, o Tribunal de Justiça disse que vai apurar.

 

Ainda segundo o TJ, a metróple foi escolhida para organizar o concurso através de licitação, e preencheu todos os requisitos necessários.

 

As informações são do G1 Bahia.