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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 30/11/2017

Cantor Lucas Fernandes assume homossexualidade, deixa o gospel e lança CD como drag queen

A ideologia de gênero e a homossexualidade falaram mais alto para o cantor Lucas Fernandes, que deixou o segmento gospel para se dedicar à música secular e assumir sua atração por pessoas do mesmo sexo.

 

Agora chamado Lucas Miziony, o cantor lançou o disco Homem ou Mulher, em que se mostra como um homossexual e um drag queen na capa. “Eu vivia com uma máscara. Agora quero mostrar que sou uma pessoa como qualquer outra. Quero quebrar esse preconceito”, afirmou, explicando sua motivação.

“Minha referência sempre foi a Beyoncé. Também gosto de Anitta e Ludmilla, mas, quando apareceu a Pabllo, me apaixonei imediatamente. Percebi onde eu poderia chegar”, disse.

 

Origens

 

A carreira gospel de Lucas Fernandes vinha em uma crescente, com dois CDs lançados e parcerias com outros cantores, como Jéssica Augusto, por exemplo, e gravação de composições de autoria do cantor Anderson Freire.

 

Criado pela família como frequentador da Assembleia de Deus, segundo informações do portal Uol, Lucas tinha uma “carreira sólida” na música gospel, com agenda fechada para mais 40 eventos entre o final de 2017 e fevereiro de 2018, em cultos, congressos e outras reuniões.

“A gente já estava começando a compor os arranjos do meu terceiro CD, que teria cantores gospel famosos. Mas pensei: ‘Vou acabar ficando famoso e denegrindo a imagem da igreja’. Não era isso que eu queria”, afirmou Lucas, que assumiu sua homossexualidade para as pessoas mais próximas há aproximadamente um ano.

 

Como parte dos rumos que adotou, abandonou a igreja que frequentou desde a infância: “Ela tem o segmento dela, e eu não concordo com a parte sobre a homossexualidade. […] Eu juro que tentei. Lutei muito contra mim para chegar até aqui. Mas Deus me fez assim, e vou morrer assim”, declarou.

 

Lucas Miziony demonstrou ter adotado o discurso pregado pela teologia inclusiva, que defende a compatibilidade da fé cristã com a homossexualidade, e quer que sua história estimule outras pessoas a tomar a mesma decisão.

 

“Não quero generalizar, mas na igreja existe muita gente sofrendo porque não pode se assumir. Tem gente que tem medo de perder a carreira, a posição. Muitos fazem escondido e, no culto, dizem que não pode fazer porque é pecado”, concluiu.

 

 

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