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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 15/01/2018

Cartazes com a frase “Deus, pátria e família” se multiplicam em apoio a Jair Bolsonaro

O pré-candidato à presidência da República Jair Messias Bolsonaro (PSL-RJ) vem sendo tema de inúmeras manchetes na imprensa, em sua maioria retratando-o como um símbolo extremista, enquanto que nas redes sociais uma multidão de seguidores conservadores o defende e desqualifica as acusações.

 

Essa polarização entre apoiadores de Bolsonaro e opositores, incluindo setores da grande mídia, vem se intensificando a ponto de gerar manifestações contundentes. Em Pomerode (SC), um outdoor de apoio ao deputado federal com o lema “Deus, Pátria e Família” virou notícia no jornal O Globo

 

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“Outdoors como esse aí de cima, com três palavras que contém o cerne de qualquer campanha conservadora, estão espalhados por Santa Catarina, confirmando que a campanha já está nas ruas”, informou o jornalista Lauro Jardim.

 

Essa é a dinâmica que se repete nas redes sociais, com divulgação de vídeos em que o deputado federal é ovacionado por onde passa. Já na mídia, o espaço é sempre para a avaliação que Bolsonaro recebe dos potenciais adversários durante as eleições presidenciais.

 

Um exemplo é a mobilização do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que usou seu primeiro artigo de 2018 no jornal O Estado de S. Paulo para sugerir uma aliança entre os políticos de centro a fim de impedir que Jair Bolsonaro, ou seu extremo oposto, Lula (PT), sejam eleitos em outubro.

 

“Nas pesquisas brasileiras de opinião, pelo menos até agora, sem o quadro eleitoral formado, despontam um capitão irado de cujas propostas pouco se sabe e um líder populista sobre o qual pesam acusações (e mesmo condenações) que destroem o sonho que outrora representou”, comentou o ex-presidente.
Para além da opinião em escrita rebuscada de FHC, está a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, que juntou o patrimônio somado de cinco pessoas para sugerir que Bolsonaro possa ter se beneficiado da função pública para acumular um enriquecimento ilícito.

 

Logo que a reportagem da Folha veio à tona, veículos diversos se puseram a repercutir a polêmica: “O mito que ele criou para si de ser o único político honesto pode começar a ruir”, disse um importante marqueteiro, sob condição de anonimato, ao jornalista Mauricio Lima, da coluna Radar Online, no site da revista Veja.

 

“Uma fatia grande do eleitorado o segue justamente por, supostamente, não ter os mesmos problemas da classe. Ao se beneficiar do cargo para obter vantagens pessoais, ele perde totalmente esse caráter”, acrescentou o misterioso marqueteiro, sem esperar a reação do público que segue Bolsonaro a respeito das acusações para uma análise mais robusta.
Contraponto
A jornalista Joice Hasselmann, apresentadora do programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, comentou as acusações contra Jair Bolsonaro, dizendo que a matéria do jornal tem indícios de parcialidade.

 
“Dois pontos de vista devem ser levados em conta. Parte da imprensa caiu de pancada em cima do Bolsonaro, defendendo o direito da Folha em fazer a reportagem. A imprensa tem o direito de fazer isso, e ponto. […] Desde que elas [informações] sejam verdadeiras. Agora, a Folha de S. Paulo vive aprontando, especialmente com quem não está no cardápio dela. Não é a primeira vez”, asseverou.

 
“A primeira malandragem é juntar o patrimônio de quatro pessoas para dar volume. Eu vi as fotos das residências. Não tem nenhuma mansão. São casas simples. Uma é um pouquinho mais ajeitada. O Bolsonaro é parlamentar há 30 anos. Nós sabemos que parlamentar tem um salário ‘muito bom, obrigado’. Nós inclusive criticamos aqui os valores de salário e mordomias. Em 30 anos, pelo que eu vi e pelo tempo que ele tem de parlamentar eleito, deve ter juntado algum patrimônio. Não é possível”, comentou.

 

 

 

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