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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 14/06/2014

Casos de coqueluche crescem 60% em Feira

10150812_442977775836655_8994930858173679795_nTosse seca há mais de 14 dias associada com dificuldade de respirar, vômito e crise de tosse pode ser coqueluche. A doença considerada do passado e que imaginava-se controlada, agora,volta a apresentar novos casos. Entre janeiro até os primeiros dias de junho deste ano, a Vigilância Epidemiológica confirmou 69 casos.

 

Já foram notificados 255 casos, 172 descartados e 14 aguardando resultado de exames laboratoriais. Em 2013, nos seis primeiros meses, foram 183 notificações e 44 casos confirmados. Já entre 2000 a 2010 foram apenas 15 casos confirmados. Em 2011 aumentou para 92 confirmações da doença e no ano seguinte 57 pessoas tiveram coqueluche no município.

 

A coqueluche é uma doença infectocontagiosa, transmitida por uma bactéria que atinge o aparelho respiratório. Ela é transmitida através de gotículas de saliva de uma pessoa doente eliminadas pela tosse, espirro e fala. O diagnóstico é feito com exames laboratoriais.

 

A enfermeira referência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ana Luiza Melo, afirma que a prevenção em crianças é através das vacinas DPT (Difteria, Coqueluche e Tétano) e a Pentavalente, que estão disponíveis nas unidades de saúde do município. “É necessário vacinar as crianças aos 2, 4 e 6 meses e dar reforços aos 15 meses e entre 4 e 6 anos para que a imunização se complete”, explica.

 

Devido ao período de imunização, mesmo quem já teve a doença ou tomou todas as doses precisa se imunizar novamente após dez anos. “Após esse período, a proteção vai diminuindo e, com isso, a pessoa fica suscetível para contrair a doença”, acrescenta.

A partir do segundo semestre, o Ministério da Saúde vai passar a disponibilizar a vacina DPTa (tríplice acelular contra difteria, tétano e coqueluche) para as gestantes. O tratamento da doença é por meio de antibióticos.

 

Com informações da Secom/PMFS.