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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 02/12/2016

Cemitério cristão é vandalizado com pichações árabes, em Israel

010Um cemitério cristão que fica no norte de Israel foi danificado por vândalos, com pichações de ofensas em árabe, que foram deixadas em túmulos e lápides. O incidente ocorreu em Kafr Yasif, na região da Galileia, na última quarta-feira (30), segundo o jornal The Times of Israel.

 

O país tem sido um ponto crítico do conflito entre Israel e a Palestina, há décadas. Os cristãos já representaram uma parcela significativa da população, que agora está em uma minoria extrema. Apenas 1,9% dos cidadãos israelenses são cristãos, enquanto os judeus permanecem na maioria. Além disso, a população muçulmana está experimentando um rápido crescimento.

 

Os cristãos já foram vítimas de ataques anteriores e os autores foram grupos judaicos que perseguiam o grupo religioso.

 

Em janeiro deste ano, a Abadia da Dormição – que fica no Monte Sião do lado exterior das muralhas da Cidade Antiga, próxima ao Portão de Sião – foi vandalizada. As paredes do mosteiro foram pintadas com os dizeres “Cristãos ao Inferno” e “Morte aos cristãos pagãos, os inimigos de Israel”.

 

Em setembro, membros da Lehava, uma organização radical de extremistas que se opõem a ações não-judaicas em Israel, interromperam uma conferência cristã, em Jerusalém.

 

No início deste mês, dois túmulos antigos foram severamente danificados por incêndios fora da Cidade Velha, em Jerusalém. Mas, assim como o ataque de ontem, os vândalos são desconhecidos. A polícia lançou uma investigação sobre o incidente Kafr Yasif.

 

Êxodo cristão

 

Historicamente, cidades cristãs como Nazaré deixaram de ter uma grande maioria cristã como antes de 1948. Hoje, 70% de seus 80 mil habitantes são muçulmanos. A tensão religiosa veio à tona no início dos anos 2000, quando os muçulmanos locais começaram a construir uma nova mesquita perto da Basílica da Anunciação, o imponente marco da cidade.

 

No início de 2002, o Governo decidiu interromper a construção do local, construído sobre o túmulo de Shihab a-Din, após uma pressão maciça do Vaticano. Em Belém, os cristãos representam apenas um terço da população, tendo suas igrejas severamente esgotadas pelo êxodo cristão.

 

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