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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 16/03/2015

Cidade decide proibir pregação do Evangelho com folhetos e dança em praça pública

31 As autoridades de uma cidade resolveram proibir a pregação do Evangelho e todo tipo de atividade religiosa espontânea em vias públicas. A decisão arbitrária gerou enorme polêmica e repercussão.

 

O Conselho do Município de San José, equivalente às Câmaras Municipais na Costa Rica, decidiu que nenhuma pessoa poderia falar sobre a Bíblia em público ou realizar qualquer tipo de apresentação musical.

 

A proibição foi definida após o pedido de alguns comerciantes da capital costarriquenha, e era estendida também às petições públicas e abaixo-assinados, e dava autorização para que a Polícia interviesse em qualquer atividade do tipo e detivesse os envolvidos.

 

“A Polícia Municipal tem que fazer cumprir a ordem da Câmara Municipal, que diz que qualquer atividade dentro da área municipal e que não tenha a permissão deve ser interrompida”, disse o diretor da polícia, Marcelo Solano, segundo informações.

 

No entanto, o autoritarismo foi confrontado por parlamentares da bancada cristã da cidade, que apresentaram uma moção para cancelar a norma e devolver a liberdade de expressão e de culto aos cidadãos.

 

“Estou muito satisfeito pelo fato de, mais uma vez, o trabalho em conjunto dos quatro parlamentares cristãos ajudar a defender a liberdade de expressão e de culto”, disse o vereador Fabrício Alvarado.

 

Alvarado também ressaltou que desta forma “os vereadores rejeitaram as declarações do presidente da Câmara Municipal quando disse que as apresentações de músicas [importante meio de comunicação na Costa Rica], estavam proibidas”.

 

Na Costa Rica, ministérios de evangelismo usam com frequência as apresentações chamadas “flashmob” para, através da dança, atrair a atenção de quem passa e oferecer a mensagem do Evangelho.

 

Após a votação, a Polícia informou à população que será respeitada a liberdade de expressão. O parlamentar Gonzalo Ramirez disse que da sua parte, de agora em diante irá “manter-se vigilante, a respeito da liberdade de culto e da pregação através da Palavra de Deus em locais públicos”.