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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 10/08/2015

Combate ao aedes aegypti: uma guerra sem trégua

Dengue - Foto ACM (2)É um combate sem trégua. Todas as manhãs – inclusive aos finais de semana – prepostos da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, se deslocam para os bairros ou distritos de Feira de Santana para dar continuidade ao trabalho de combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor das doenças que têm levado milhares de feirenses às unidades de saúde.
O combate ao mosquito é uma ação contínua que requer, sobretudo, a participação da população. Da consciência de homens, mulheres, idosos e crianças.

 

Os prepostos saem em caminhada pelas ruas de cada bairro. É uma média de quatro a sete agentes de endemias atuando em cerca de 70 bairros por mês – principalmente aqueles que apresentam maior número de notificações. Param em casa em casa. Cada um deles deve visitar de 800 a mil imóveis, conforme é preconizado pelo Ministério da Saúde. Em cada ciclo, a média por dia é de até 25 residências visitadas.

 

“Isso vai depender também das condições que os agentes encontram os imóveis, uma vez que eles têm que observar se há criadouros para eliminar fazendo o descarte manual ou mecânico, realizar o tratamento perifocal com a borrifação de inseticida, por meio da bomba costal, para que a fêmea do mosquito não deposite seus ovos, além do trabalho educativo”, afirma o coordenador de Endemias, Edilson Matos.

 

De acordo com ele, simples hábitos domésticos, como acondicionar em sacos plásticos os resíduos sólidos, tampar tanques e caixas d’água e não deixar água acumulada são decisivos para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e a zika vírus.

 

Mas, outra grande dificuldade encontrada é bater à porta de uma residência e não encontrar o morador. “Quando isso acontece temos que retornar, pois não sabemos se pode ter ou não um foco para o mosquito lá dentro”, explica. Mas, nem sempre estarão lá.

 

PALAVRA

 

Ação tão importante quanto o trabalho dos agentes de endemias é o que fazem os prepostos de Educação em Saúde, promovendo palestras, mobilizações nos bairros com caminhada, exposição dialogada e teatro de fantoches nas escolas. Fazem uso da palavra e da arte para conscientizar a população adulta e infantil sobre a importância que cada cidadão tem em controlar a proliferação do aedes.

 

Segundo a coordenadora de Educação em Saúde, Áurea Cerqueira, ainda assim, é preciso maior sensibilização dos moradores para evitar as doenças provocadas pelo mosquito no município. “A comunidade ainda não acordou para a dengue, chikungunya e zika vírus”, observa.

 

“Embora seja obrigação dos órgãos de saúde pública, as ações de combate ao mosquito jamais surtirão o efeito desejado se não houver a participação mais efetiva de toda a população”, pontua.