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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 15/04/2016

Compulsão por sexo é doença e pode destruir a vida da pessoa; aprenda a identifica

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Conhece alguém ou tem um parceiro você desconfia que é “viciado em sexo”? Saiba que compulsão sexual é uma doença e precisa de tratamento. A psiquiatra e coordenadora do Prosex (Programa de Estudos em Sexualidade) da USP, Carmita Abdo, já nos explicou que o diagnóstico de compulsão sexual se dá quando o sexo passa a ser prioridade na vida da pessoa e prejudica outras atividades do cotidiano, como trabalho, horas de sono e até a alimentação.

 

As pessoas compulsivas por sexo emagrecem, têm relações desprotegidas sem medo de contrair doenças sexualmente transmissíveis e chegam ao ponto de pagar profissionais para satisfazerem suas necessidades, disse a médica.

 

Além do impacto negativo no físico da pessoas, como doenças e até fadiga, o indivíduo poderá sofrer também consequências em sua vida social, segundo nos revelou o psicoterapeuta Ângelo Monesi.

 

— Pessoas próximas a ela, como marido, namorado, por exemplo, podem se distanciar. Há também o afastamento da família e a desconstrução da própria vida social. Tem gente que só se aproxima daquela pessoa para conseguir aquele fim.

 

A causa da compulsão é desconhecida, mas a hipótese mais provável é que seja um distúrbio de neurotransmissores que provoca a vontade exacerbada por sexo.

 

Apesar de os termos para descrever o apetite sexual excessivo serem diferentes para mulheres (ninfomania) e homens (satiríase), a psiquiatra explica que não há distinção entre os sexos na hora de definir o transtorno. De acordo com ela, a compulsão sexual é mais frequente em homens, mas vem crescendo entre o grupo feminino. Uma das explicações pode ser a mudança no comportamento sexual e também o fato de as mulheres ocultaram menos seus desejos.

 

Tratamento

 

Para tratar, os médico não sugerem a abstinência sexual, mas reeducação que deve ser trabalhada em conjunto com o psicoterapeuta. Os medicamentos entram em cena para controlar a libido. Sem o acompanhamento profissional a pessoa não consegue reduzir a frequência das relações.

 

 

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