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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 26/08/2015

Conexão à internet via smartphone dobra no Brasil em 2015, diz Google

unnamedPouco menos de três quartos dos brasileiros donos de smartphones vão a lojas e, mesmo em meio a carros ou sapatos, não tiram os olhos dos… smartphones. Segundo uma pesquisa do Google divulgada nesta terça-feira (25), 74% das pessoas que têm celulares inteligentes usam os aparelhos dentro de estabelecimentos comerciais. E, mais do que fofocar em apps de mensagem, 79% delas pesquisam mais sobre o produto a ser comprado. Esse é um dos fenômenos da navegação brasileira na internet, que migra com mais intensidade dos computadores para smartphones. O levantamento aponta que, em 2015, dobraram os acessos a partir de aparelhos móveis, que já respondem por quase 30% das conexões.

 

“O brasileiro adora consultar preços”, afirma Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil. “A gente fala sobre produtos, mas isso vale até para automóveis.” “Hoje, O consumidor busca mais informação antes do momento da compra [de um automóvel].” Isso, por exemplo, reduz as visitas às concessionárias. Antes de o motorista sair dirigindo seu carro, eram quatro há três anos, mas neste ano passaram a 2,6 idas à loja.

 

Esses são alguns dos resultados de uma pesquisa que o Google realizou entre junho e agosto deste ano com 1,2 mil brasileiros que possuíssem smartphone. O objetivo era entender o comportamento do brasileiro no mundo digital.

 

Mobilidade

 

Os números mostram que a população conectada cresceu, enquanto a de indivíduos “móveis” avançou em ritmo mais acelerado. Se em 2010, os internautas eram 82 milhões, em 2015, passaram a 117 milhões. Já o número de donos de smartphone pulou de 10 milhões para 93 milhões no mesmo período.

 

Com Isso, a participação dos smartphones no acesso à internet cresceu 112% em um ano. Se em maio de 2015, os smartphones respondiam por 13,94% dos acessos a sites, buscas e outros serviços conectados, no mesmo mês deste anos, passou para 29,51%.

 

Por isso, segundo a pesquisa do Google, o tempo das visitas online caiu 9%, de 4 minutos e meio para próximo de 4 minutos. A título de comparação, no Reino Unido caiu 12%, para 4 minutos e 7 segundos. “O usuário pensa: ‘neste momento, eu quero resolver o problema nesta página. Se for ruim ou demorar para carregar, eu vejo no desktop do trabalho'”, explica Coelho.Imediatista.

 

“O que ocorreu não foi só uma mudança quantitativa, de quantas pessoas estão na internet, mas como elas estão”, comenta Coelho. Uma das principais conclusões da pesquisa é que a mobilidade criada pelos celulares tornam o brasileiro mais imediatista, aumenta suas expectativas e o torna mais leal às suas necessidades.

 

Engajado

 

“O brasileiro continua muito social e faz buscas para que o processo de compra seja mais focado.” No levantamento, o Google constatou que houve um acréscimo de 55% em três anos de buscas por serviços próximos do consumidor.

 

Entre os entrevistados, 83% usavam o smartphone para achar locais de comércio em seu próprio bairro. Já o sentido de necessidade fez com que as buscas no YouTube por vídeos de tutorial, do estilo “como fazer”, cresceram 72%.

 

“O bolso apertado faz com que as pessoas busquem soluções mais intensas”, comenta Coelho. Mas não é qualquer ocasião. Em situações, como a Black Friday, o usuário “desperta”, afirma o presidente do Google. “O brasileiro é hiperconectado e esse consumidor escolhe quando ele quer se engajar.”