Notícias

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 10/09/2014

Conselho de Defesa Civil recomenda situação de emergência

992014153135O  município de Feira de Santana deve decretar estado de emergência nos próximos dias. A iniciativa partiu do Conselho Municipal de Defesa Civil em virtude da falta de água para o consumo humano na zona rural. A reunião, em caráter extraordinário para debater o tema, aconteceu na manhã desta terça-feira, 9, no auditório da Secretaria de Prevenção a Violência e Promoção dos Direitos Humanos.
O pedido, que foi aceito por unanimidade entre os presentes, será encaminhado para o prefeito José Ronaldo de Carvalho, que oficializará o decreto. Feira de Santana está entre as 110 cidades da Bahia em situação de emergência, conforme decreto do Governo do Estado, válido por três meses.

 

O decreto, no âmbito municipal, vai ter um prazo de seis meses, e tem como principal fator as dificuldades no abastecimento das mais de 1.200 cisternas cadastradas na Secretaria Municipal de Agricultura e Recursos Hídricos. Elas servem para manter as necessidades de diversas famílias de comunidades espalhadas nos oito distritos de Feira de Santana.

 

Segundo o secretário de Agricultura, Ozeny Moraes, a situação da zona rural ainda é preocupante. “Nos últimos anos só agravou a questão da estiagem. E para amenizar foram construídas cisternas de armazenamento, com o abastecimento através de carros pipas”, afirmou.

 

Atualmente o trabalho é realizado com cinco carros pipas disponibilizado pelo município. O decreto vai possibilitar o apoio do Exército Brasileiro, com mais cinco veículos, possibilitando dar maior abrangência ao atendimento a população que sofre com a chamada “seca verde”, quando as chuvas só servem para a produção de alimentos, mas não abastecem as represas e tanques.

 

“A nossa decisão é a respeito da prorrogação do convênio com o Governo Federal, para que o abastecimento não diminua. Por isso convocamos os conselheiros com esta finalidade única”, declarou o secretário de Prevenção a Violência e presidente do Conselho, Mauro Moraes.

 

Secom