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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 04/07/2017

Cooperativa de catadores de lixo pode ser impasse para leilão da EBAL

O Governo Baiano já decidiu que o leilão da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) ocorrerá no dia 11 de julho. O clima é cada vez mais de apreensão entre os catadores da cooperativa de Badameiros de Feira de Santana. Cerca de 50 catadores trabalham na cooperativa, muitos deles sobrevivem deste trabalho e sustentam filhos e netos. Eles garantrem que não deixarão o local gerando assim um impasse.

 

Desde 2005 a sede da Cooperativa de Badameiros de Feira de Santana (COOBAFS) funciona no prédio da Ebal, na Avenida João Durval. A Assistente social da cooperativa Sara Nascimento, conta que, a cooperativa está ciente do leilão, entretanto não tem condições dos catadores saírem do local.

 

“Nós não vamos sair daqui, não há condição. O lugar que a cooperativa tem o espaço é uma área inóspita, existem muitas mulheres que trabalham aqui e não é possível transportá-las para este lugar sem nenhum segurança. A área precisa ser fechada devidamente coberta e com ventilação adequada. Então em nosso ponto de vista, este leilão não vai acontecer, pois não temos condições de sair daqui”.

 

Ela acrescenta, “os catadores estão muitos apreensivos, e nós temos noção que não podemos retirar esse pessoal daqui, para outra área. Outra coisa também é que agente teme é o distanciamento da população, porque a cooperativa vive de doação de material recicláveis, essa localidade já ficou conhecida como ‘eco ponto de Feira de Santana’, muitas pessoas se deslocam, até de outros distritos para trazer materiais até aqui”, fala Sara Nascimento.

 

A Cooperativa foi criada em cinco de abril de 2003 por 21 badameiros. No final de 2001, a cooperativa iniciou uma parceria com a UEFS e a partir de fevereiro de 2004, passou a integrar o projeto REDE CATABAHIA, que tem como objetivo organizar e fortalecer cooperativas de catadores nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Jequié, Itapetinga, Itororó, Vitória da Conquista, Alagoinhas e Lauro de Feiras.

 

O lance inicial para arrematação, estabelecido pelo Governo do Estado é de seis trezentos e oitenta e oito milhões de reais. Outro evento aconteceu no ano passado mais não apareceram interessados na área que tem 6.200 metros.

 

FOLHA DO ESTADO