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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 05/07/2014

Cristã, Miss Universo se torna símbolo contra ditadura na Venezuela

downloadA jovem cristã Stefanía Fernández, 24, é o emblema vivo da luta de milhões de venezuelanos – entre eles, milhares de evangélicos – contra a ditadura de Nicolás Maduro. Em um ato de coragem, a modelo aceitou posar para uma campanha em defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos na Venezuela. Stefanía foi eleita Miss Universo em 2009.

 

As fotos são chocantes. Nela, a modelo aparece suja, maltrapilha, com lágrimas de sangue escorrendo pelo rosto, e erguendo suas mãos amarradas. Na cabeça, a coroa de Miss Universo. A campanha chama a atenção do mundo para os meios violentos e arbitrários utilizados por Maduro para reprimir estudantes, trabalhadores e políticos opositores.

 

“O que queremos é destacar a paz entre todos os venezuelanos, não importa de que quadrante político, já que a deterioração da liberdade de expressão afeta a todos”, disse o fotógrafo Daniel Bracci, criador da campanha “Venezuela sem mordaças”.

 

Stefanía compartilhou a sua foto em seu Twitter e foi alvo de críticas por internautas: “Não me pagam por protestar de forma pacífica e defender o meu país”, escreveu, em resposta a um dos críticos.

 

Anistia Internacional condena repressão na Venezuela

 

A Anistia Internacional declarou que o governo da Venezuela não está “respeitando o direito aos protestos pacíficos” de seus opositores e pediu que o governo do país respeite a “livre expressão” dos grupos críticos ao presidente Nicolás Maduro.

 

“A causa da luta do governo da Venezuela é importante, é pela justiça social, mas isso não pode ser feito sem que se respeite os direitos humanos, inclusive quando se fala dos opositores. Todos têm o direito à expressão”, disse o secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, à imprensa no México.

 

Na visão da Anistia Internacional, o Estado venezuelano não respeitou o direito aos protestos pacíficos. “Observamos que o governo da Venezuela desrespeitou liberdades fundamentais, como a da expressão, reunião e associação, e nós somos muito críticos com isso”, disse Shetty.