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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 07/12/2014

Cristão convertido no Egito promete “jejuar até a morte” em protesto contra a sua prisão e tortura

cristão-egito No Egito, um cristão convertido que fez história ao se tornar a primeira pessoa na história do país a tentar mudar legalmente sua afiliação religiosa em sua identificação no governo de islamismo para o cristianismo, “jurou morrer de fome até a morte”, em resposta a sua prisão “ilegal”. Bishoy Boulous, que anteriormente era conhecido por seu nome muçulmano Mohammed Hegazy, foi condenado a cinco anos de prisão por um tribunal egípcio em julho sob a alegação de causar “discórdia sectária”.

 

O advogado Boulous, Karam Ghobrial, afirma que a prisão é uma “violação da lei” e que as acusações contra ele foram motivadas por sua tentativa inicial, em 2007, para que o governo egípcio reconhecesse legalmente sua conversão de muçulmano a cristão, segundo relata a Front Page Magazine.

 

– O [atual] juiz está se comportando de uma forma preconceituosa neste caso porque Bishoy anunciou publicamente sua conversão ao cristianismo. É importante darmos atenção a este caso e ao seu desenvolvimento, para que todos saibam ao que este convertido está sendo exposto – afirmou Ghobrial.

 

Em julho, um juiz condenou Boulous, que estava trabalhando como repórter de uma emissora de televisão cristã copta, por “perturbar a paz através da difusão de informações falsas”. Na época, Boulous estava produzindo um documentário sobre a agitação social criada por ataques islâmicos contra os cristãos egípcios.

 

Ghobrial ainda acrescentou que Boulous não está apenas preso, mas ele está sendo também torturado. E essa não é a primeira vez que isso acontece a Boulous, que foi detido e torturado durante um período de três dias pela polícia egípcia, em 2001, depois que o governo descobriu que ele havia se convertido ao cristianismo.

 

Boulous convertido oficialmente ao cristianismo em 1998, mas agiu oficialmente para mudar sua filiação religiosa junto ao governo por meio de uma ação judicial em 2007, quando sua esposa, que também é uma cristã convertida, estava grávida. Segundo a lei egípcia, quando um bebê nasce, é atribuída a ele a filiação religiosa de seu pai e essa afiliação afeta diretamente sobre que igrejas eles estão autorizados a frequentar.

 

A ação judicial de Boulous para mudar sua filiação em sua identidade foi negada em 2008, embora ele e sua equipe legal na época, nem mesmo tenham tido a oportunidade de apresentar o seu caso ao juiz. Ghobrial disse que seu cliente foi injustamente perseguido em uma “luta sectária” por causa de sua relevância como a primeira pessoa na história do país para solicitar uma conversão oficial do islamismo.