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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 17/11/2016

Cristãos do Oriente Médio pedem a Trump para protegê-los do Estado Islâmico

oriente-mediso-cristaosCristãos assírios chamaram a atenção do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para a campanha de genocídio promovida contra eles pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

 

Em uma carta aberta dirigida a Trump, a Aliança Universal Assíria disse que o mundo precisa de uma “orientação clara dos Estados Unidos para alcançar a paz duradoura e a segurança, especialmente no Oriente Médio”, conforme relatou o site The Christian Post.

 

O grupo denunciou que o povo assírio “tem sido vítima de genocídio pelo EI desde a sua origem no Oriente Médio”. Foi ainda observado que o governo dos EUA reconheceu o genocídio formalmente no dia 17 de março, através de uma declaração emitida pelo Secretário de Estado, John Kerry.

 

Em uma carta anterior, o grupo relatou de que forma o EI e outros grupos terroristas estão implementando sua campanha de genocídio contra os assírios.

 

“O estupro e assassinato de mulheres e crianças, o massacre de idosos, a ocupação de terras assírias, o deslocamento forçado dos assírios e o uso de pessoas como escudos humanos são apenas uma pequena amostra dos crimes destes grupos terroristas que, infelizmente, ainda têm de ser eficazmente combatidos por organizações internacionais de direitos humanos e estados que possam defender a população assíria”, disse.

 

A carta ainda diz que o povo assírio precisa do apoio de Trump para voltar às suas terras ancestrais no Iraque e na Síria. “Nós precisamos de seu apoio para equipar e treinar os assírios no Norte do Iraque para defender a si mesmos e a suas casas em suas terras ancestrais”, disse o grupo. “Nós precisamos do seu apoio para estabelecer uma zona especial na planície de Nínive para os povos indígenas, que devem incluir as áreas que atualmente estão sob controle do exército iraquiano e das forças curdas peshmerga”.

 

O grupo também fez recomendações específicas para Trump, dizendo que os EUA não devem permitir que Nínive seja “transformado em um campo de batalha de uma guerra que se preocupa com os poderes regionais e com a luta dos curdos pela independência”.

 

Os assírios estão buscando o apoio da Casa Branca para “encorajar o governo iraquiano a aprovar a criação da província de Nínive” e reconstruí-la “para que o povo assírio que está deslocado possa regressar aos seus lares e viver com liberdade em suas terras ancestrais”.

 

GUIAME