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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 15/06/2016

Cristãos oferecem refeições aos muçulmanos pobres na Síria

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Desde 2011 a Síria vive uma sangrenta guerra. Milhares de pessoas já foram mortas pelos extremistas de grupos como o Estado Islâmico, que dominam grande parte do território sírio. Nos últimos dias, forças jihadistas estão atacando áreas residenciais e forças governamentais e curdas em Aleppo, região norte do país.
Um cessar-fogo foi proposto para a região em fevereiro, mas o Estado Islâmico não o respeitou. Mesmo com o início do Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos, os ataques de foguetes e morteiros contra vários pontos da cidade não pararam.

 

O costume islâmico é que esse período do ano seja dedicado à oração e ao jejum. Os fiéis só podem comer após o pôr do sol. A população empobrecida da cidade em algumas áreas não tem o comer. As famílias muçulmanas mais carentes, que vivem no bairro de Sulaimaniyah, estão sendo alimentadas pelos cristãos.

 

A arquidiocese sírio-ortodoxa de Aleppo todos os dias oferece uma refeição vespertina, a única que muitas dessas pessoas terão no dia. As imagens da distribuição de alimentos mostram mesas no estilo oriental improvisadas nas salas da Catedral de Santo Efrem, o sírio.

 

Para os cristãos, a iniciativa é um gesto simples, que visa expressar sentimentos de solidariedade entre pessoas de diferentes tradições religiosas, mas que pertencem ao mesmo povo. Também visa retomar a convivência harmoniosa entre as várias comunidades étnicas e religiosas da síria antes da guerra.

 

Alepo é uma das cidades mais antigas do mundo e ocupa uma posição comercial estratégica entre o mar Mediterrâneo e o rio Eufrates. É a maior cidade síria e possui uma posição estratégica, por isso é acirradamente disputada por forças leais ao governo e os grupos extremistas. A maior parte do seu território foi destruído na guerra, sendo que vários bairros estão quase desertos.

 

Sem saber quanto tempo lhes resta, pelo menos em Sulaimaniyah cristãos e muçulmanos vêm superando a desconfiança. Muitas crianças órfãs muçulmanas estão sendo cuidadas em propriedades da igreja, depois que o local que elas viviam foi devastado pelos bombardeios.

 

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