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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 31/03/2016

“Deus me manteve calmo”, diz sobrevivente de atentado em Bruxelas

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Diante de momentos tensos como assistir e ser vítima de um atentado terrorista a calma é algo que só pode vir de Deus. E foi isso que aconteceu com o missionário mórmon Mason Wells, 19 anos, que estava no aeroporto internacional de Zaventem, na Bélgica, na última terça-feira (22).

 

“Eu acho que apenas uma pessoa poderia ter me ajudado a ficar calmo como eu fiquei, e essa pessoa seria Deus”, disse Wells que escapa com vida de um atentado terrorista pela terceira vez.
Wells é missionário da Igreja de Jesus dos Santos dos Últimos Dias e estava em Boston (EUA), em 2013 quando aconteceu um atentado terrorista que deixou três mortos e 264 feridos. No ano passado ele estava em Paris quando o Estado Islâmico realizou atentados terroristas na capital francesa.

 

Em Bruxelas ele acabou se machucando, tendo queimaduras pelo rosto e precisando operar para corrigir uma fratura.

 

Os relatos sobre o que ele se lembra do atentado são impressionantes: “Tinha tirado meu iPad para checar uma coisa quando a primeira bomba explodiu. O barulho foi realmente muito forte. Não sabia de onde vinha, não esperava por isso”, disse ele que ficou consciente durante todo o tempo.

 

“Explodiu à minha direita e acho que o meu corpo foi tirado do chão. O iPad que tinha nas mãos, não sei, simplesmente desapareceu… Talvez tenha batido na minha cabeça quando escapou das minhas mãos. O mesmo aconteceu com o relógio que estava no pulso esquerdo; desapareceu. Meu sapato esquerdo explodiu e senti em grande parte do meu corpo, do lado direito, um calor muito forte, depois frio. Fiquei coberto de fluidos, muito sangue e muito sangue que não era meu”.

 

Wells viu que tudo em sua volta estava em chamas. “Demorei talvez um segundo, meio segundo para perceber que uma bomba tinha explodido. Meu corpo entrou em estado de choque completo, sabia que estava ferido, [mas] não sabia se era grave. Encontrei uma saída e comecei a caminhar para a porta por onde tínhamos entrado, mas quase três ou quatro segundos depois da primeira, a segunda bomba explodiu. Senti a onda expansiva à minha direita, mas não acho que tenha sido atingido dessa vez”, relatou ele.

 

Ainda internado quando deu essa entrevista, o missionário afirmou que tem orado pelas pessoas que assim como ele também se machucaram no atentado. “Vi outras pessoas perto de mim que foram muito mais afetadas. Rezo por elas, é meu único pensamento neste momento porque sei que tive sorte e que talvez todo mundo não tenha tido a mesma sorte que eu”, finalizou.

 

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