Coluna Especial

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 22/07/2015

E quando chegar a nossa vez?

11193404_1631825990363030_7803301443246909612_nJá ouvimos muitas vezes que a população está envelhecendo, e os casais estão tendo cada vez mais menos filhos, seja por conta da situação econômica ou por outros fatores, isso é uma realidade. Nesse contexto me preocupa o futuro e a qualidade de vida desses idosos. Menos filhos, menos cuidadores, cada vez mais pessoas intolerantes, e as instituições de apoio ou internamentos, super lotadas sem as condições devidas, pelo menos algumas. Nessa explosão tecnológica que deveria facilitar a comunicação, por ironia, tem dificultado e excluído o idoso desse seleto grupo das redes sociais, devido suas limitações relacionadas à memória.

 

A Agência ONU alertou ano passado (2014) para o amadurecimento da população mundial; em 2020, o numero de idosos será maior que o de crianças com menos de 5 anos, isso deve acontecer pela primeira vez na historia. A população “envelhecida” (embora alguns contestem esse termo) é alvo de preocupação das autoridades, e isso é demonstrado em campanhas e discurso apregoando melhorar a qualidade de vida deles, porém, eu arriscaria dizer que, precisa de direcionamento.

 

O idoso sempre é lembrado em campanhas e na mídia, relacionado ao uso de medicamentos, sempre dependente, e consequentemente um fardo, aquele que causa maior despesa. A indústria farmacêutica banca e agradece esse pensamento. Em casa, filhos, netos e outros, não raras vezes utilizam palavras que deixam a baixa auto-estima do idoso baixíssima: ta velho, ta gagá, caducando, ta doido, e tantas outras palavras depreciativas reforçando o sentimento de exclusão.

 

Na igreja deveria ser diferente, poderia se aproveitar a experiência de vida e outras habilidades, mais não, logo é excluído de muitas atividades que certamente desenvolveria com louvor. Claro que nesse processo de envelhecimento existem algumas transformações naturais, nada que seja necessária uma suposta exclusão. Qualidade de vida vai muito além de baratear medicamentos como geralmente propõe os governos.

 

Carinho, paciência, atenção, fazer parte desse mundo conservador, tratá-los como gostaríamos de ser tratados quando chegar a nossa vez, são o começo de uma boa qualidade de vida para os idosos. Por fim, esse é um assunto muito amplo e precisaria de um maior espaço para discorrer todos os tópicos. Até o nosso próximo encontro.

 

João Cardoso Filho
Psicólogo, CRP-03/IP12489
Tel-75-8806-7753 / 9175-3365