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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 29/03/2018

Eleições presidenciais podem ter três candidatos evangélicos

A confirmação da pré-candidatura do deputado federal Cabo Daciolo (Patriota-RJ) à presidência da República representa um cenário inédito na história da democracia brasileira: três dos postulantes ao Palácio do Planalto são evangélicos.

 

Daciolo, que já havia prometido se candidatar à presidência, se junta na disputa à ex-senadora Marina Silva (Rede), terceira colocada nas duas últimas eleições; e o empresário Flávio Rocha, que acertou sua filiação ao PRB, legenda ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.

 

O anúncio da pré-candidatura de Daciolo foi feito pelo presidente nacional do partido Patriota, Adilson Barroso, na última quarta-feira, 28 de março, com a presença de lideranças políticas e pastores no Plenário 7 da Câmara dos Deputados.

 

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a estratégia de Daciolo para se tornar um candidato com boa colocação nas pesquisas envolve a presença nos debates da TV: “Mobilizo mais pessoas que Jair Bolsonaro”, afirmou Daciolo.

 

O deputado se tornou conhecido de parte dos evangélicos e do público da esquerda ao chegar à Câmara dos Deputados pelo PSOL, sendo eleito através do quociente eleitoral. Durante o mandato, propôs uma emenda que alteraria o texto da Constituição Federal que define que “todo poder emana do povo”, para “todo poder emana de Deus”.

 

A iniciativa gerou enorme desconforto no PSOL – legenda conhecida por defender os conceitos marxistas, incluindo a oposição à religião – e ele terminou saindo do partido, migrando para o PTdoB, que posteriormente se tornaria Avante. Agora, no Patriota, o deputado acredita que pode chegar ao segundo turno e vencer as eleições.

 

“Quando o povo entender que a solução está em Jesus Cristo. Deus vai levantar lideranças em todo o território nacional”, disse Daciolo. “Quando você ora e pede algo ao Senhor, as portas se abrem. Existe um caminho da vitória da nação: quando o povo clama a Deus”, acrescentou.

 

“A pátria brasileira não está quebrada, não está quebrada, mas está sem patriotismo e sem nacionalismo. Temos um cenário de escravidão”, disse, dando o tom de seu discurso ao longo da campanha, que incluirá também ataques aos “inimigos” do país, como a TV Globo, banqueiros e políticos corruptos.

 

 

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