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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 07/11/2016

Em entrevista, presidente cogita tornar o voto facultativo no país

size_960_16_9_presidente-do-brasil-michel-temer4O presidente Michel Temer disse em entrevista à jornalista Mariana Godoy, da RedeTV!, na última sexta-feira (4), que o “mal-estar” da população com a política pode explicar o alto índice de abstenções e votos brancos e nulos nas últimas eleições municipais. Ele mencionou, inclusive, que “talvez fosse o caso de começar a examinar a hipótese do voto facultativo”.

 

“Talvez seja preciso fazer mesmo uma reforma política, e na reforma vai entrar em pauta o chamado voto obrigatório, e o voto facultativo. […] Evidentemente que isso precisa vir acompanhado de uma pregação da cidadania”, disse o presidente.

 

O pemedebista defendeu também a implementação do parlamentarismo em substituição ao presidencialismo de coalizão vigente no país. No parlamentarismo, o presidente tem função de chefe de Estado, de caráter mais formal e com menos poder nas decisões políticas.

 

Ao ser questionado sobre as eleições para a presidência da Câmara, Termer disse que tem de haver cuidado para manter a integridade da base. “Como sou muito amigo dos líderes, eu digo que se conseguissem fechar uma candidatura única, seria melhor para a Câmara, para o país e, claro, para o governo”, concluiu.

 

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Para falar da área econômica, Michel Temer disse estar preocupado com a taxa de desemprego em 11,8% e explicou por que não consegue reduzir a taxa de juros drasticamente e assim diminuir a dívida pública.

 

“Não estou preocupado com popularidade. Temos 12 milhões de desempregados e um déficit de 170 bilhões de reais. Se não fizer cortes determinados, continua no déficit e isso gera desconfiança do mercado”, pontuou o mandatário. “É preciso reduzir os juros com responsabilidade. No mercado financeiro, se o presidente da República começa a dar palpite cria um problema brutal, gerador até de inflação. Para gerar empregar, é necessário prestigiar o mercado e a iniciativa privada. É preciso incentivar o mercado dando-lhe credibilidade”.

 

Ao final da entrevista, Michel Temer falou sobre o que espera para os próximos anos e ‘profetizou’: “Que em 2018 a gente consiga ter novidades para fazer um novo programa”.

 

VERDADE GOSPEL