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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 23/11/2016

Embaixador assume que Palestina queria tornar o Monte do Templo “exclusivamente muçulmano”

02No último dia 15 de novembro, os palestinos celebraram o “Dia da Independência”, o aniversário de quando a independência palestina foi declarada por Yasser Arafat, na histórica cidade palestina de Argel, que nasceu na histórica cidade palestina do Cairo.

 

Apesar do fato de que o governo da Autoridade Palestina na Judeia e Samaria e o do Hamas em Gaza se recusam a construir novas casas ou cidades para seu próprpio povo, o governo palestino tem sido muito ativo no estabelecimento de embaixadas em todo o mundo.

 

O site ‘Ma’an News’ informou sobre uma celebração do Dia da Independência na embaixada palestina no Kuwait. A ‘notícia’ expôs o discurso completo, dado pelo embaixador palestino no Kuwait, o “honorável” Dhari Ajran.

 

Inicialmente, o Embaixador Ajran explicitamente assumiu as razões pelas quais a Palestina propôs uma resolução e liderou outros países árabes no mês passado, em sessões da UNESCO, que decidiam sobre a ligação dos judeus com locais considerados sagrados, como o Monte do Templo.

 

A maioria dos países ocidentais acabou votando contra Israel ou se abstendo do voto, destacando a adição tardia de uma linha, reafirmando a “importância da Cidade Velha de Jerusalém e seus muros para as três religiões monoteístas: o Islã, o Cristianismo e o Judaísmo”.

 

Israel reagiu com duras críticas à resolução, que não mencionou os nomes hebraicos para o Monte do Templo e o Muro das Lamentações e afirmou que o povo judeu tem uma ligação histórica com esses locais.

 

Porém o embaixador não hesitou em destacar em afirmar que a resolução, de fato, tinha como objetivo negar a ligação dos judeus a esses locais considerados sagrados.

 

“O Kuwait patrocinou e reconheceu plenamente que a questão palestina é uma questão kuwaitiana, levada por funcionários kuwaitianos a todos os fóruns internacionais, mais recentemente. A vitória da Palestina na UNESCO e a emissão da histórica decisão que a mesquita Al-Aqsa [Monte do Templo], o Muro Buraq [Muro das Lamentações] e tudo ao redor deles são um direito somente dos muçulmanos e não de outros”, afirmou.

 

Após a decisão polêmica da UNESCO, Dr. Ben Carson destacou que os cristãos também deveriam se sentir ofendidos pela resolução.

 

“Os Judeus e cristãos em todo o mundo deveriam estar moralmente indignados com o roubo da UNESCO, que lhes privou de sua história e negou a sua conexão com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações”, escreveu Carson em um texto publicado pelo Jornal ‘Independent Review’.

 

“A adaptação desta resolução antissemita e virulenta da UNESCO sobre Israel é uma abominação absoluta”, acrescentou
Mas o discurso do Embaixador também foi notável por outra razão. Não pelo o que ele disse, mas pelo que ele não disse. A maioria das pessoas se esqueceu que em 1991, no final da Primeira Guerra do Golfo e depois dela, o Kuwait expulso mais de 400.000 palestinos de seu território.

 

Se você nunca ouviu falar disto, você não está sozinho. Você não vai ouvir sobre essa limpeza étnica maciça em qualquer evento pró-palestino. Nenhum organizador da ‘Semana do Apartheid de Israel’ mencionará esta expulsão em massa. E, claro, não houve protestos nos países ocidentais ou árabes, nem em nenhuma resolução da ONU, condenando o governo do Kuwait por suas ações cuidadosamente planejadas e bem documentadas.

 

Na época da deportação em massa, o diplomata do Kuwait, Sheik Saud Nasser al-Sabah, disse ao Washington Post que “milhares [de palestinos] que não tiverem emprego serão deportados ou suas licenças não serão renovadas”.

 

“Não somos apenas nós no governo que o exigimos isso, são as pessoas na rua que estão exigindo… Ter um grande número de palestinos no Kuwait não seria útil para a nossa segurança”, acrescentou o Sheik.

 

Não só isso, mas os cerca de 200.000 palestinos que fugiram do Kuwait – antes ou durante a ocupação iraquiana – não foram autorizados a retornar e tiveram suas terras e pertences confiscados também.

 

Como os palestinos conseguiram superar esse “horrendo” momento no Golfo? Tudo o que isso acabou gerando foi algum tempo para os palestinos se retirarem um pedido de desculpas. Não um pedido de desculpas feito pelo Kuwait, mas sim pelo por líder palestino, Mahmoud Abbas:

 

“Pedimos desculpas ao Kuwait e ao povo kuwaitiano pelo que fizemos”, disse o líder palestino.

 
GUIAME