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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 01/04/2016

Famílias palestinas recebem mais de 20 mil Bíblias em um ano

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Em um período de um ano, mais de 20 mil Bíblias foram distribuídas para famílias palestinas. As informações são do Ministério Portas Abertas. A Palestina é o 24º na Classificação da Perseguição Religiosa de 2016. Um dos analistas de perseguição conta um fato curioso que aconteceu em territórios palestino.

 
“Era uma manhã ensolarada, e estávamos passeando pelas ruas de Jenin, uma cidade da Cisjordânia e também uma região agrícola palestina. Então, vimos uma senhora sentada na área de sua casa, lendo uma Bíblia. Aquela cena nos chamou a atenção. Uma hora depois, voltamos pelo mesmo caminho, e ali estava ela, imóvel e tão concentrada em sua leitura que chegou a nos emocionar”, disse.

 
A história aconteceu logo depois que uma edição especial do Novo Testamento foi lançada pela Sociedade Bíblica Palestina e a liderança da Igreja Ortodoxa. Esta é a primeira vez que muitas famílias possuem uma Bíblia em casa.

 
“Dá para imaginar o que esses cristãos estão sentindo. O acontecimento é comparado ao início da Reforma Protestante, que ocorreu séculos atrás, na Europa. De repente, a palavra de Deus estava ali disponível para eles”, comenta o analista.

 
Um novo tempo

 
Muito se fala em um grande avivamento espiritual. Mas, ao que parece, tal evento pode estar acontecendo em pleno século 21, no Oriente Médio. “Esses cristãos estão muito acostumados com os rituais da Igreja Ortodoxa Grega, a denominação à qual a maioria dos cristãos palestinos frequenta. A vida espiritual deles tem muito a ver com sacramentos, símbolos e tradições que são incorporados aos cultos diários da igreja”, contou.

 
Para que se facilite o acesso ao texto bíblico e seu entendimento, um evento importante aconteceu. No início de 2015, foi lançada a tradução bíblica árabe. De acordo com o Nashat, líder cristão local, esta é uma maneira melhor de compreender o evangelho. “É uma Bíblia fácil de entender porque contém fotos e ícones, além de uma carta de recomendação do Patriarca”, ressaltou.

 
“Isto pode parecer trivial para muitos cristãos, mas para os ortodoxos é uma recomendação vital”, explica Nashat. Ele conta que dentro do período de um ano, 20 mil cópias foram entregues às famílias, a maioria da Cisjordânia, Gaza e Israel. “Agora as pessoas não param de exclamar ‘eu nunca sonhei que teria a minha própria Bíblia’. É gratificante participar desse momento da vida delas”, pontuou.

 
Pentecostes
O líder lembra que a igreja foi fundada ali naquela cidade, no dia de Pentecostes, e que ela tem alcançado palestinos nas últimas décadas. “As pessoas podem ter razão quando dizem que o cristianismo está em declínio nessas terras, talvez o número de cristãos tenha diminuído devido à perseguição, mas graças a Deus que só um pouquinho de sal já é suficiente para dar sabor”, comentou.

 
“Nesse momento, sentimos uma brisa fresca do Espírito Santo soprar através da igreja. A Palavra tem o poder de unir todos os tipos de cristãos e todas as denominações. Todos juntos somos a ‘noiva de Cristo’ e eu oro para que essa união possa ser um sinal para a Terra Santa, de um tempo de paz e de perdão. Nós fomos chamados para espalhar a luz de Jesus entre os povos e isto é suficiente para expulsar a escuridão desse lugar”, finalizou.

 
GUIAME