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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 19/10/2017

Feira de Santana – Pequenos construtores realizam protesto por continuidade do Minha Casa Minha Vida

A Associação dos Pequenos Construtores de Feira de Santana está organizando uma manifestação nesta quinta-feira (19), protestando contra a redução de investimento do Programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal. Eles reclamaram da falta de perspectivas para os meses futuros em relação à novas construções.

 

O movimento é pacífico e começou às 9h30 desta quinta-feira, com concentração na Superintendência da Caixa Econômica Federal, situado na Avenida Getúlio Vargas, em Feira de Santana.

 

Dezenas de engenheiros, arquitetos, ceramistas, lojistas, pedreiros, profissionais que de alguma forma dizem estar sendo prejudicados com esse novo cenário.

 

Segundo os organizadores, trata-se de um evento nacional, que além de Bahia, está acontecendo em mais 12 estados: Ceará, Piauí, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Goiás, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

“A manifestação quer sensibilizar o Governo Federal, os órgãos competentes e conscientizar a população da realidade atual sobre o Programa Minha Casa Minha Vida, além de apresentar as principais exigências da categoria, e denunciar as arbitrariedades que vem ocorrendo no Programa”, afirmou o vice-presidente da Associação dos Construtores, Carlos Patrocínio.

 

“Quando a Caixa estava repassando normalmente os financiamentos, chegavam a circular milhões em recursos para contratações individuais. Vários imóveis individuais, as chamadas moradias populares, estavam sendo construídas na Bahia, por ano”, disse.

 

“Os números enchem os olhos, principalmente na perspectiva da criação de empregos que a construção civil proporciona. As construções de casas populares em Feira de Santana acabam criando centenas de postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos (construtores, correspondentes, arquitetos, corretores, lojistas, entre tantos outros). E numa crise como essa, todos são afetados”, salientou Victor Coutinho, presidente da associação.

 

“O risco de a Caixa necessitar de um aporte de capital do governo Federal já vinha sendo uma ameaça real há muito tempo, conforme informações que vinham sendo noticiadas por economistas, jornais e revistas do Brasil desde o ano passado.Portanto já era motivo de preocupação da direção da CEF, a necessidade de adequação ao índice mínimo de ativos estabelecido. Pelo visto, as medidas tomadas pela CEF não surtiram efeito, já que eles estão precisando receber recursos de capital do governo Federal, para poder voltar a financiar os imóveis”, informou Joilson Nunes, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI).

 

“Esta situação representa uma ameaça para os pequenos construtores em todo o Brasil, que representam aproximadamente uma fatia de 50% dos contratos assinados no Programa. Ou seja, ameaça para uma das mais fortes cadeias produtivas do país, e o que é pior, ameaça para o emprego de milhões de trabalhadores”, finalizou.

 

Com informações e fotos de Denivaldo Costa (Rádio Subaé AM)