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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 08/07/2014

Filho de Pelé é preso após ser condenado a 33 anos por ligação com tráfico de drogas

3061-2Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, foi preso na manhã desta terça-feira (8) em Santos, após ter sido condenado a 33 anos de prisão por lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O ex-goleiro tinha envolvimento com uma quadrilha de traficantes, segundo a polícia. Ele recorreu em liberdade da decisão anunciada em 1º de junho e foi preso em casa após expedição de um mandado de prisão preventiva.

 

As investigações que resultaram na prisão de Edinho, 45 anos, começaram em 2005, com a Operação Indra, organizada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Ele foi julgado na 1ª Vara Criminal da Praia Grande, litoral Sul de São Paulo. Como foi condenado, a Justiça determinou que Edinho entregasse seu passaporte, com o objetivo de evitar a fuga.
“Mas ele não entregou o passaporte, alegou que perdeu o documento. Diante do risco dele fugir, foi pedida a prisão preventiva”, afirmou o Delegado Marcelo Gonçalves da Silva, responsável pela prisão do ex-jogador, para o jornal O Globo.

 

Edinho foi goleiro do Santos na década de 1990. Ele foi encaminhado a uma cadeia de Santos. Segundo a polícia, Edinho fazia a ligação entre os traficantes e o grupo responsável pela lavagem do dinheiro da quadrilha.

 

A ação que condenou Edinho também aplicou pena a Maurício Louzada Ghelardi, mais conhecido como Soldado; e a Nicolau Aun Júnio, o Véio; condenados pela mesma infração. Além dos três, Clóvis Ribeiro, o Nai;, e Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho; também foram condenados. O primeiro teve a sua prisão preventiva decretada no decorrer do processo e o segundo está foragido, sem paradeiro conhecido há mais de cinco anos.

 

O grupo foi descoberto em 2005, a partir dos trabalhos do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). De acordo com as investigações, Naldinho era o líder da organização, que tinha ligações com o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. Por conta das investigações, Edinho foi preso por três vezes. A primeira em junho de 2005, sendo liberado poucos dias depois. E por outras duas vezes no ano seguinte, sendo liberado pela última vez em dezembro de 2006.

 

As informações são do Correio, com agências.