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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 18/04/2017

Gestantes precisam tomar cuidado com a higiene bucal; saiba mais

Quando uma mulher engravida, inicia-se uma série de transformações em seu organismo para que se torne um ambiente seguro na geração de uma nova vida. Serão nove meses de mudanças anatômicas, fisiológicas e psicológicas. Por isso, as gestantes devem ter cuidado redobrado nesse período, inclusive com a saúde bucal.

 

De acordo com Gabriel Politano, dentista responsável pela área de células-tronco da polpa do dente de leite da Criogênesis, as mudanças hormonais podem ter efeitos adversos na saúde bucal. “A alteração dos hormônios na gravidez afeta as fibras da gengiva facilitando o processo de gengivite, um sangramento intenso e espontâneo durante a escovação. Outro fator que pode ser observado na gestação é o risco de enjoos e vômitos frequentes, aumentando as chances de erosão dentária. Além disso, infecções periodontais mais avançadas tem sido associadas a prematuridade e pré-eclâmpsia”.

 

Para que a gestação seja tranquila, além do pré-natal com o obstetra, é recomendado que a mulher faça também um pré-natal odontológico. “A função do pré-natal odontológico é informar sobre procedimentos preventivos e detectar problemas precocemente. Além disso, passamos todas as orientações sobre os cuidados com a higiene bucal do bebê mesmo antes do nascimento dos primeiros dentes”.

 

INOVAÇÃO – A gestação é um período em que a mulher está ávida por informações. Neste cenário, é importante falar sobre o método de coleta e armazenamento das células-tronco presentes no dente de leite, como uma prevenção para futuras doenças, como explica o especialista: “o grande diferencial do dente de leite é a presença de células-tronco do tipo mesenquimal. Estas células têm a capacidade de, em laboratório, se transformar em uma variedade de outras células destinadas a reparação de tecidos. Apesar de ainda estar em pesquisa, estudos indicam a capacidade do material de originar vários tecidos humanos como osso, gordura, cartilagem e músculo”.

 

Por se tratar de um processo natural, pois a queda do dente ocorre na maioria das crianças entre 5 e 12 anos de idade, o momento da coleta é indolor. “Retiramos as células-tronco da polpa do dente daquele pedacinho de carne que está grudado no dente. Assim que a polpa é removida, enzimas são aplicadas para retirar as células da mesma. O material deve ser acondicionado em um kit específico de transpor te e enviado imediatamente à clínica de armazenamento para o devido processamento laboratorial. No entanto, caso o dente venha a cair antes da consulta, é necessário que a família possua o kit de transporte para o acondicionamento correto”, finaliza Politano.

 

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