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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 06/09/2014

Grupo de ateus força escolas a esconderem referências a Deus de suas placas

escola-ateístas-placasUma denúncia feita pelo grupo de ateus “Freedom From Religion Foundation” (“Fundação Liberdade de Religião”) contra duas escolas públicas do estado norte americano do Texas obrigou as instituições de ensino a esconderem referências a Deus de placas que estavam em seus terrenos.

 

As placas exibidas na Escola Elementar Mountain Peak e na Longbranch traziam a frase: “Dedicada no ano de Nosso Senhor de 1997 à educação dos filhos de Deus e os seus professores fiéis em nome da Santa Igreja Cristã. Soli Deo Gloria”. A frase foi coberta com fita adesiva, após a denúncia realizada pelos ateus.

 

Segundo informações do Christian HeadLines, a denúncia contra as escolas foi feita depois que um homem informou ao FFRF sobre as placas que estavam expostas nas escolas. Imediatamente, a organização ateísta enviou uma carta ao distrito escolar exigindo a retirada das placas com “referências religiosas”.

 

– É preciso dizer que a escola pública não pode proclamar a glória somente a Deus, nem dedicar-se a uma igreja em particular – afirmou a Fundação em um comunicado.

 

Após a reclamação, as placas foram cobertas com fita adesiva, e o distrito escolar prometeu que, eventualmente, elas seriam substituídas por outras que não fazem referência a nenhuma religião. Apesar de afirmar que não recebeu ameaças por parte do grupo de ateus, o procurador do distrito escolar afirmou que sugeriu que as escolas atendessem às demandas do grupo, porque “não iriam prevalecer no tribunal, caso se recusassem a atender à requisição e a questão fosse para o tribunal”.

 

Pais de alunos e outros membros da comunidade onde as escolas estão instaladas se manifestaram contra a decisão de cobrir as placas, e um grupo criado no Facebook pedindo a volta das placas já conta com mais de 5.300 membros.

 

A atitude das escolas foi criticada também por Hiram Sasser, diretor do “Liberty Institute” (organização que prega pela liberdade religiosa). Ele afirma que “nenhuma escola deve sempre agir com base em uma carta FFRF” e que “a censura dessas placas envia uma mensagem de divisão e hostilidade para com a comunidade”