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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 14/11/2016

Grupo quer separar ES: ‘Somos obrigados a tragar cultura carioca ou baiana como nossa’

01 (2)Um movimento separatista quer que o Espírito Santo seja independente do Brasil e se torne um país. O ato foi oficializado há dois anos e planeja consulta popular para 10 de março de 2018. De acordo com o site Gazeta Online, os organizadores do ‘O Espírito Santo é Meu País’ querem dedicar 2017 para conquistar adeptos.

 

Guga Lima, fundador do movimento, diz que o grupo já possui 200 participantes ativos e defende o movimento com base na realidade europeia. Segundo o ativista, no continente nenhum país é maior do que a Amazônia e qualquer país de lá é mais organizado do que o Brasil.

 

“O povo do Espírito Santo tem clamado por mudanças e não dá mais para esperar. Queremos separação. Tem gente que fala que a separação é impossível. Mas, alguns meses atrás, alguém acreditava que Donald Trump seria eleito nos EUA?”, explicou, acrescentando que não está defendendo o presidente americano. Lima critica também a cultura de estados vizinhos como motivos para o movimento separatista.
“Hoje somos obrigados a tragar a cultura carioca ou baiana como se fosse a nossa. Nós temos a nossa própria cultura. As danças, as manifestações culturais deles não nos representam. E a ONU defende o princípio da autodeterminação dos povos, o que legitima nosso movimento”, acrescentou, negando que os capixabas sejam xenófobos.

 

Se conquistarem a independência, a população de cada estado teria autonomia para escolher uma nova forma de governo, embora a preferência seja pela monarquia. Para tanto, o grupo capixaba precisa enfrnetar o artigo 1º da Constituição Federal, segundo o qual a “República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”. Por causa disso, o Espírito Santo se juntou a outros quatro estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Roraima – no Aliança Nacional, movimento que deve se tornar partído político empenhado na modificação da legislação brasileira.

 
TRIBUNA FEIRENSE