Destaques

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 26/04/2018

Guardas municipais envolvidos em agressão a evangélicos são afastados

A Guarda Municipal (GM) mandou afastar os agentes envolvidos na briga que terminou em agressões a um grupo evangélico da polêmica Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo em Copacabana, na Zona Sul, na madrugada desta quinta-feira. Uma sindicância também investiga a conduta dos guardas do Grupamento Especial de Praia no episódio. Um dos integrantes da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, identificado como Jorge Alves de Souza, de 60 anos, está internado em estado grave com traumatismo cranio-encefálico.

 

Na 13ª DP (Copacabana), apenas um dos fiéis, identificado como Diego Luiz Ribeiro de Figueiredo, assinou um termo circunstanciado por agressão e dano e responderá pelos crimes. O líder da congregação, Tupirani da Hora Loures, também foi citado pelo ato de vandalismo ao patrimônio. Questionada sobre a autuação dos guardas pela ação violenta, a Polícia Civil apenas responder que “as investigações estão em andamento”. A GM e a polícia reforçam que o grupo foi preso em flagrante pichando o Parque Garota de Ipanema, no Arpoador.

 

De acordo com a Guarda, o grupo de aproximadamente 40 pessoas pichava, pela segunda vez, o Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, que estava fechado e foi invadido. Eles foram detidos, mas não acataram a orientação dos agentes e tiveram que ser conduzidos a pé para a delegacia com apoio da Polícia Militar.

 

Ainda no trajeto, houve tumulto e tentativa de agressão aos agentes na Rua Francisco Otaviano. Durante a confecção do registro da ocorrência, os fiéis questionaram a prisão e a ação da GM, iniciando o conflito em frente à delegacia.

 

Na madrugada do último sábado, de acordo com a Guarda Municipal, o mesmo grupo já havia sido flagrado pichando o parque e dez sprays foram apreendidos. Na abordagem, quatro homens desacataram os agentes e foram conduzidos para a 13ª DP, onde a ocorrência foi registrada.
A filha do pastor Tupirani da Hora Loures, Daiana Lores, de 21 anos, contou que o grupo de evangélicos havia acabado de sair do culto, às 21h30, e decidiram caminhar na orla de Ipanema. “Fomos num comboio de carros. Éramos uma 50 pessoas. Os guardas nos abordaram porque estávamos de preto, nos acusaram de pichar monumentos e nos levaram para a delegacia”, disse ela, que nega as acusações.

 

Segundo Daiana, quando estavam na 13ª DP (Copacabana) esperando o caso ser registrado o grupo começou a cantar e, nesse momento, um dos guardas começou a provocar os evangélicos. “Um guarda com nome de Bispo começou a incitar os outros, nos chamou de baderneiros e começaram a nos bater. Todo mundo foi agredido. Foi uma covardia porque vieram por trás e a gente pedia calma”, lembrou ela.

 

Em nota, o Conselho Brasileiro de Ministros e Pastores repudiou o fato e criticou ambas as partes envolvidas: “Nada justifica a violência, porém o testemunho é a marca do Cristão, e vimos em um vídeo na frente da delegacia xingamentos e comportamentos que não condizem com um grupo cristão, e nem de um Pastor, além também da acusação de pichações em locais públicos”, diz o texto.

 

Igreja têm histórico de polêmicas

 

A Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, localizada no Santo Cristo, Zona Portuária do Rio, coleciona polêmicas. O líder da congregação, pastor Tupirani da Hora Loures, já foi condenado por discriminação religiosa pela Justiça do Rio. A ação se arrasta há anos e decisão que determinou a pena de três anos de reclusão, que teve a pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direito, além de multa, foi mantida no último mês pelo Supremo Tribunal de Justiça (STF), onde a defesa havia entrado com recurso.

 

Os seguidores da Geração Jesus Cristo espalham pela cidade pichações em forma de carimbo com dizeres como “Bíblia sim, Constituição não” e “2070 Jesus voltará”. O grupo também incita a discriminação religiosa, principalmente contra o Islã, que é associado a estupradores.

 

Informações O Dia