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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 09/01/2018

Igrejas evangélicas evitaram falência das emissoras de TV em 2017, diz Jornalista

As principais emissoras de TV do Brasil estariam em pior situação financeira se não fossem as igrejas evangélicas que alugam horários na grade de programação para veicular programas e cultos.

 

Um levantamento feito pelo jornalista Ricardo Feltrin, do portal Uol, aponta que três emissoras só tiveram resultados positivos no balanço contábil por conta da locação dos horários.

 

A Record TV, Band e RedeTV! são as emissoras que mais alugam espaços para as igrejas, em sua maioria neopentecostais. O caso da primeira é peculiar, pois seu dono é o fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que anualmente investe centenas de milhões de reais na emissora, locando horários da madrugada e algumas faixas ao longo do dia.

 

De acordo com o jornalista, a Record teve faturamento entre R$ 1,8 a R$ 2 bilhões em 2017, mas o lucro líquido da emissora pode ser menor que os R$ 227 milhões anunciados em 2016.

 

A Band (que tem em seu conglomerado de mídia a Rede 21, arrendada pela Universal) tem clientes variados, incluindo a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R. R. Soares, e o pastor Silas Malafaia, com o programa Vitória em Cristo. Em 2017, a emissora faturou R$ 350 milhões, e mesmo com cortes no orçamento, não deverá ter lucros, por conta das dívidas acumuladas.

 

Já a RedeTV!, caçula das grandes emissoras de TV aberta na lista, deve ter um faturamento inferior a 2016, quando movimentou R$ 390 milhões. “Em 2017 esse valor deve ter razoável queda, já que houve uma contração geral do mercado, com muita insegurança e menores investimentos”, ponderou Feltrin.

 

Como Globo e SBT não comercializam horários de suas grades de programação, o orçamento dessas empresas não é influenciado pela locação de horários para as igrejas. A emissora de Silvio Santos deve fechar seu balanço com um faturamento total de R$ 800 milhões, porém sem lucro, enquanto o Grupo Globo poderá somar, ao todo, R$ 15 bilhões de faturamento, com lucro líquido de R$ 1,7 bilhão.

 

 

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