A Cacetada

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 07/02/2017

Intolerância religiosa: a nova praga do politicamente correto

Num mundo que não estivesse tomado de assalto pelo politicamente correto, ser tolerante com outras religiões seria o equivalente a considerar que qualquer pessoa possui o direito de exercer sua prática religiosa sem sofrer perseguições e coações.

 

Este mundo, entretanto, só existe agora nas rememorações nostálgicas.

 

O mundo de agora, novo e ultraconectado, conta com informações em demasia, num contexto em que o marxismo cultural superabundou. As universidades e redações jornalísticas foram dominadas.

 

O resultado disso, por óbvio, é o dimensionamento do fluxo de informação com viés progressista.

 

Ou seja, vitimismo, inversão de valores e a praga do politicamente correto.

 

Não por acaso, o grande vilão a ser enfrentado é o cristianismo. Sua perenidade os incomoda, pois querem valores supérfluos e relativos. Sua contundência inabalável suscita furores que até lhes incandescem os olhos.

 

A salubridade ética do verdadeiro cristianismo os põe em polvorosa, na medida em que, treinados a destruírem tradições e padrões, não conseguem transpassar o Supremo escudo que, a despeito de qualquer oposição, prevalece.

 

Este enfrentamento gera distorções morais e analíticas que saltam aos olhos. Um exemplo claro é a questão da citada intolerância religiosa, que, como já disse em artigo anterior, é sempre uma maneira empolada de criticar o cristianismo.

 

O contorcionismo retórico é desavergonhado: Se um muçulmano explodir dezenas de cristãos num atentado contra os “infiéis”, gritando Allahu Akbar, a mídia usará o fato para atacar a intolerância religiosa dos cristãos(!!!), por usarem este “fato isolado” para espalhar a mentira de que o islamismo é violento!

 

São dias tão tumultuados que já não basta mais aceitar a existência livre e desimpedida de uma religião diferente. Os totalitários só o considerarão tolerante se você professar que qualquer outra religião é tão correta quanto à sua!

 

Parece insano, e é. Coisa de gente que foi pouco (ou muito) psicanalisada e se ausentou da esfera racional, ademais, é assim que as coisas estão funcionando nos círculos intelectuais. Há uma completa ausência de sentido lógico nas exigências da nova polícia do pensamento.

 

O contrassenso é cabal. Por que eu seguiria determinada religião, se outra, ou todas elas, fossem igualmente corretas?

 

Mas não precisa fazer sentido. O politicamente correto raramente faz.

 

Tolerância, para esta gente, virou sinônimo de concordância. Não basta dizer que você não persegue ou objeta a existência de religiões de matriz africana: eles querem que você diga que elas são tão certas quanto a sua.

 

Experimente falar o oposto:

 

Intolerante! Fascista! Nazista!

 

E farão montagens com sua fotografia, lhe adornando com o bigodinho de Hitler.

 

Portanto, se quiser fazer sucesso com o pessoalzinho cool, se dobre a esta agenda. Se disser que somente o cristianismo está correto, se tornará um proscrito.

 

Se disser que Jesus é o único caminho, você está fora.

 

Será um fundamentalista. Um intolerante religioso.
GOSPEL PRIME