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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 09/04/2016

Invenção barata com pneus pode impulsionar controle do zika vírus

ovillanta

Pesquisadores de México e Canadá disseram nesta quinta-feira ter inventado uma armadilha de mosquitos a partir de velhos pneus capaz de recolher milhares de ovos que poderiam portar o zika vírus.

 

Este artifício, batizado de “ovillanta” (“ovopneu”), consiste em pedaços de borracha cortados e uma solução líquida que atrai os mosquitos Aedes aegypti, que, além, do zika transmitem a dengue e a chikungunya.

 

As fêmeas depositam seus ovos em uma tira de madeira ou papel dentro da armadilha de borracha molhada nesta solução. A tira pode ser removida semanalmente e os ovos destruídos com fogo ou etanol.

 

Especialistas em saúde esperam que esta armadilha possa ajudar as pessoas em áreas remotas onde outros métodos, como o ar condicionado, são pouco frequentes.

 

A ideia é reduzir o contato das pessoas com os mosquitos que propagam o zika, uma doença aparentemente leve, mas que foi vinculada ao nascimento de bebês com microcefalia no Brasil.

 

“Decidimos usar pneus reciclados, em parte porque já representam 29% dos locais de reprodução escolhidos pelos mosquitos Aedes aegypti, em parte porque os pneus são universalmente acessíveis em ambientes de baixos recursos, e em parte porque dar aos velhos pneus um novo uso cria uma oportunidade de limpar o meio ambiente local”, disse o pesquisador Gerardo Ulibarri, da Universidade Laurentian de Ontário.

 

Os especialistas testaram as armadilhas na cidade guatemalteca de Sayaxche ao longo de 10 meses.

 

“Recolheram e destruíram mais de 18.100 ovos de Aedes por mês usando 84 ‘ovillantas’ em sete vizinhanças”, indica o estudo.

 

Isso foi “quase sete vezes os cerca de 2.700 ovos que recolhem mensalmente 84 armadilhas padrão (feitas com cubos de um litro) na mesma área de estudo”.

 

As armadilhas de pneus também são muito mais baratas: custam apenas 20% do que custaria combater o inseto com pesticidas, dizem os pesquisadores.

 

O projeto foi pago pelo governo canadense. Ulibarri colaborou com Ángel Betanzos e Mireya Betanzos do Instituto Nacional de Saúde Pública do México e do Ministério da Saúde da Guatemala.

 

A solução baseada em leite utilizada para atrair os mosquitos foi desenvolvida pela universidade Laurentian.

 

Os pesquisadores também divulgaram um vídeo (bit.ly/1S3YFjH) com instruções para fazer as armadilhas.

 

 

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