Destaques

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 16/08/2016

Judoca egípcio que se recusou a cumprimentar israelense é mandado de volta para casa

16226107

O judoca egípcio que teve uma atitude um tanto constrangedora na última sexta-feira (12), se recusando a apertar a mão do adversário israelense após ser derrotado em uma prova dos jogos olímpicos, acabou sendo repreendido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e foi mandado de volta para casa por sua própria equipe. As informações são da agência de notícias Reuters.

 
A atitude do atleta egípcio Islam El Shehaby desagradou ao COI, que apontou que o ato como um desrespeito ao espírito dos Jogos e ao ‘fair play’ (‘jogo justo’).

 
“A Comissão Disciplinar considerou que o seu comportamento no final da competição era contrário às regras do jogo limpo e contra o espírito de amizade incorporados nos valores olímpicos”, informou o COI em comunicado oficial, que ainda pediu ao Comitê Olímpico Egípcio que não permita que episódios semelhantes ocorram mais entre seus atletas.

 
Comentando sua atitude e também a decisão da delegação esportiva de seu país, o judoca egípcio disse que não é obrigado a cumprimentar seus adversários.

 
Ele também falou que “não tem nada contra qualquer tipo de etnia ou religião” e que sofreu “pressão nas redes sociais para não lutar com Or Sasson”.

 
“Não tenho problema com judeus ou pessoas de qualquer crença. Mas, por razões pessoais, não posso ser obrigado a apertar as mãos de alguém na frente de todo mundo”, disse.

 
“Atitude inaceitável”

 
Ao comentar a atitude do atleta egípcio anteriormente, o porta-voz do COI, Mark Adams afirmou que esse tipo de conduta é “absolutamente inaceitável”.

 
“Eu gostaria de lembrar aos atletas qual é o espírito olímpico: construir pontes, não levantar muros”, destacou em um comunicado.

 
Adams também lembrou que um atleta precisa cumprimentar seu rival após o combate, independentemente do histórico que o faça pensar diferente. “Isso é uma autêntica vergonha”, disse.

 
Esporte e respeito

 
O judoca israelense, Or Sasson lamentou o ocorrido, mas confessou que “sabia que isso poderia acontecer”.

 
“Para mim não importa. Sou profissional. Quando luto, não penso em nada”, disse o atleta, após a cerimônia de premiação com as medalhas. “Eu cresci aprendendo que o judô é um arte que ensina a ter respeito pelo seu oponente, então talvez isso seja um pouco estranho”.

 
GUIAME