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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 01/05/2017

Lionel tricolor: Allione foi o destaque do Bahia no clássico

Eram 37 minutos do primeiro tempo quando Lionel recebeu pela direita, cortou para o pé esquerdo e mandou no ângulo para abrir o placar. O lance descrito bem que poderia ser de um certo argentino, eleito cinco vezes como o melhor jogador do mundo, mas foi do homônimo menos famoso, que ajudou o Bahia a se classificar para a final da Copa do Nordeste e consequentemente, eliminar o Vitória do torneio com o triunfo de 2×0 na Fonte Nova, neste domingo (30)..

 

Agustín Lionel Allione nasceu na província de Santa Fé como Messi, mas em um distrito diferente. O meia tricolor é do povoado de Amenábar, que tem menos de 2 mil habitantes, enquanto o craque da seleção argentina é de Rosário. Ambos ainda têm a mesma altura, medem 1,70m e as coincidências param por aí, como o próprio camisa 8 reconhece. “Eu já tinha escutado essa brincadeira (ser chamado de Allionel) e lógico que para mim ou qualquer jogador no mundo Messi é uma referência, só que também sou consciente que está muito além do meu futebol”.

 

Allione foi o cara do Bahia nas semifinais do Nordestão. Até mesmo no primeiro Ba-Vi, no Barradão, quando o time perdeu por 2×1, o argentino foi o melhor jogador tricolor: colocou bola na trave, deu a assistência para o gol de Edson em cobrança de escanteio e infernizou a zaga rubro-negra.

 

O técnico Guto Ferreira foi só elogios ao seu comandado. “Desde quando ele veio, a gente sabia do potencial do Allione. Um jogador que vinha jogando pouco, chega e começa a ter uma sequência, queira ou não queira, para ter uma afirmação… Allione é um jogador que inspira atenção com trabalho. É um jogador que não pode fazer todo trabalho porque já teve cirurgia no joelho. Queira ou não queira, é um jogador que o ápice físico dele demora mais um pouco. E precisa de ritmo de jogo. Agora, tem um caráter que é próprio do jogador argentino, de decisão”.

 

Carregado nos braços da torcida antes da partida, quando os atletas desceram do ônibus e entraram no estádio a pé, Allione admite que o apoio recebido dos torcedores naquele momento foi um combustível a mais para o grupo. “No Palmeiras fui campeão lá, foi uma situação parecida, mas hoje (ontem) a gente desceu um pouco antes de chegar no vestiário e caminhou junto com o torcedor. Deu para sentir o apoio deles, a vibração e isso favoreceu a gente”.

 

Agora, serão mais dois Ba-Vis decisivos, desta vez pela final do Campeonato Baiano. E se é desse tipo de jogo que ele mais gosta, pode esperar um Allione ainda mais inspirado para, quem sabe, viver novos dias de Messi.