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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 08/12/2017

Livre do alcoolismo e curado de câncer, atacante Roger testemunha: “Hoje vivo o Evangelho de Jesus”

A libertação do vício no álcool foi conquistada pelo atacante Roger após a decisão de entregar sua vida a Jesus Cristo. A declaração foi dada pelo próprio jogador ao programa Bola da Vez, na ESPN.

 

Roger superou recentemente um câncer no rim e acaba de assinar um contrato para jogar no Internacional de Porto Alegre em 2018. Convidado ao programa de entrevistas da emissora de TV por assinatura, ele falou que seu vício era algo presente em sua rotina.

 

“Tinha prazer em beber, necessidade de tomar antes da janta umas cinco long necks. Tomava fácil”, disse. “Acordava de uma ressaca às três horas da manhã, ia treinar, chegava em casa e falava ‘quero tomar uma cerveja, Elizabete. Ou você busca pra mim ou eu vou sair pra tomar’. E, muitas vezes, por ela não querer [que eu saísse], ela buscava”, prosseguiu.

 

O vício no álcool – que já foi abordado pelo próprio Roger em outras ocasiões – começou cedo, quando tinha entre 16 e 17 anos de idade, no começo da carreira como atleta profissional na Ponte Preta, e terminou por influenciar em seu desempenho dentro dos campos.

 

“Gostava de ir na Vila Rica, onde nasci e cresci, e comecei a beber com meus amigos. Acabava o jogo da Ponte, ia lá e ficava bebendo até três horas da manhã. Só que era um hobby, era uma cervejinha, dali a pouco era um churrasco… e durante uns dez anos da minha vida eu bebi muito”, admitiu o jogador.

 

Mesmo ciente dos compromissos profissionais, Roger não abria mão da bebida, e comparecer embriagado nos treinos era uma rotina: “Quando eu não fui? Quando você é jovem, aguenta. Os moleques de 20, 22 anos aguentam”, afirmou, em tom de lamentação.

 

Filho de pais cristãos, Roger descobriu que precisava se libertar do vício e buscou ajuda na fé: “Meu pai é até hoje motorista de ambulância, minha mãe vendia salgadinho, era boleira, mas, com seis anos, [eu] já conhecia Jesus. Fui um cara criado na igreja, eu já tinha uma disciplina legal”, relembrou.

 

“Hoje somos livres. Hoje eu vivo o Evangelho de Jesus. Sou um cara que ama, que perdoa, que é alegre, que dá a mão”, concluiu o jogador, que vive uma fase de consolidação na carreira, depois de ter passado por diversos clubes no Brasil e no exterior.

 

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