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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 29/12/2014

Medicamentos preventivos contra a aids são oferecidos pela Saúde

26122014093443Quem se expor ao HIV, espontaneamente ou não – transar sem camisinha, por exemplo, pode procurar a rede pública e iniciar imediatamente o tratamento preventivo contra o HIV. O coquetel de remédios vai evitar que o vírus penetre no organismo, caso o parceiro esteja com a doença. Chamados de PEP (sigla em inglês para Profilaxia Pós-Exposição), estes medicamentos emergenciais devem ser tomados até 72 horas depois da relação sexual sem a devida proteção – e o ideal é que sejam ministrados até duas horas após a exposição ao vírus.
Disponível no Programa Municipal DST/HIV/aids, os medicamentos devem ser tomados durante rigorosamente um mês – se falhar em um único dia perde todo o possível efeito. Também não adianta fazer sexo e, no outro dia, procurar a unidade de saúde para fazer o teste rápido, por exemplo. O organismo pode levar até quatro semanas para reagir à presença do HIV, criando anticorpos. A PEP também é conhecido como “coquetel do dia seguinte”.

“É uma medida para ser tomada exclusivamente em caso de emergência e não todo final de semana”, disse a coordenadora do Programa Municipal DST/HIV/aids, a enfermeira Vanessa Sampaio. Mas o serviço ainda é pouco procurado. De acordo com ela, em quatro anos foram poucos os atendimentos PEPs, com demanda espontânea.

Esta forma de prevenção vem sendo usada com sucesso em caso de acidente ocupacional – profissionais de saúde que se acidentam com agulha ou outros objetos cortantes contaminados, ou em caso de violência sexual. Como os pacientes que tomam o coquetel para conviver bem com o vírus, quem deseja fazer a profilaxia pós-exposição vai enfrentar os mesmos efeitos colaterais provocados pela medicação.

Além dos casos do não uso da camisinha ou rompimento da mesma, para homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo e usuários de drogas – cuja estimativa de infecção é dez vezes maior do que na população em geral. A profilaxia é indicada para pessoas que não têm o HIV mas se relacionam com soropositivos (os chamados sorodiscordantes).

Vanessa Sampaio diz que as pessoas sempre devem usar preservativo nas suas relações sexuais. “Ele não previne apenas a aids, mas a gravidez indesejada e outras DSTs”. Na dúvida, comenta a coordenadora, a pessoa deve procurar atendimento médico, onde vai receber as devidas orientações.