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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 06/04/2018

Mercado cria polêmica com kit de comida para o Apocalipse

O acirramento das tensões entre Estados Unidos e Coreia do Norte está levando milhares de pessoas a comprarem um “kit apocalipse”, vendido numa rede de supermercados norte-americana. Segundo a Costco, empresa que vende o produto, o kit possui comida suficiente para uma família de quatro pessoas sobreviver por um ano. Ele custa 6 mil dólares, poucos mais de R$ 20 mil.

 

Kit apocalipse tem comida para alimentar uma família de quatro pessoas durante um ano Foto: Divulgação
Apesar das vendas estarem aumentando conforme o medo do fim do mundo aumenta, especialistas condenam o tom alarmista que algumas pessoas adotam. O pastor e teólogo Luiz Sayão destacou os prejuízos deste modo de pensar.

 

– Previsões apocalípticas exageradas e desequilibradas acabam se tornando um problema por causa desse tom alarmante e infundado de pessoas que, em todo o tempo estão aguardando o fim do mundo e decidindo aquilo que Deus ainda não decidiu. Essa crença de que nós estamos diante de uma batalha do armagedom pode comprometer a vida de muitas pessoas sinceras e honestas, que acabam sendo mal orientadas e prejudicadas

 

Além disso, Sayão argumentou que muitas profecias da Bíblia que antecedem ao verdadeiro Apocalipse ainda não foram realizadas.

 

– Por exemplo, a bíblia diz que o evangelho será pregado em todas as nações e etnias do mundo e isso ainda está acontecendo. Ela também diz que isso (o Apocalipse) não acontecerá antes de ser revelado o homem do pecado. Haverá uma grande apostasia no mundo, além de uma ação especial de Deus no contexto da salvação e redenção que envolve o povo judeu.

 

Sayão também condenou empresas que se aproveitam desta crença no fim do mundo para vender seus produtos.

 

– Não é possível que haja uma empresa especializada em vender uma série de produtos para pessoas que querem se refugiar de um pretenso caos apocalíptico. A Biblia não nos permite fazer isso. Ela diz que o dia e a hora ninguém sabe e que a gente deve viver na expectativa da vinda de Jesus – declarou o teólogo.

 

 

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