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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 13/01/2016

Microcefalia: fatores genéticos devem ser observados

650x375_microcefalia_1599896Nem todas as crianças que nascem com o perímetro cefálico igual ou menor do que 32 centímetros são portadoras de microcefalia. O normal desta medição é entre 34 e 37 centímetros. A enfermeira Maricélia Maia, referência na Secretaria de Saúde de Feira de Santana em epidemiologia, diz que o perímetro na faixa de 32 centímetros necessariamente significa que o recém-nascido seja portador da doença. “Deve-se levar em consideração fatores genéticos”.

 

A determinação do Ministério da Saúde é de que todos os recém-nascidos cujas cabeças meçam 32 centímetros de circunferência, ou menos, sejam investigadas sobre a possibilidade de que tenham microcefalia, que é uma doença neurológica que não tem cura. “Exames complementares devem ser feitos para confirmar ou não a má formação do cérebro”.

 

Dos 18 casos suspeitos da doença em bebês que residem em Feira de Santana, seis deram positivos para a doença. Outros sete investigados são de Amélia Rodrigues, Barrocas, Lamarão, Muritiba, Santo Amaro, Santo Estevão e Taperoá.

 

Vinte e um casos foram diagnosticados pós-parto e quatro ainda na fase intrauterina. Quanto a sintomatologia, oito mulheres apresentaram exantema (erupção cutânea que ocorre em doença aguda provocada por vírus) no primeiro trimestre de gestação, cinco casos no segundo trimestre de gestação, oito não apresentaram exantema e quatros pacientes não souberam informar. A vigilância Epidemiológica e a Atenção Básica do município estão acompanhando todos os casos.